Um escândalo após o outro

Até 13º: reeleito completa 4 meses afastado e Terenos torra R$ 213 mil com dois prefeitos

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Os moradores de Terenos estão tendo que bancar o salário de dois prefeitos desde setembro do ano passado. Um está afastado por corrupção, Henrique Wancura Budke (PSDB), e outro é o interino, o médio Arlindo Landolfi Filho (Republicanos), que assumiu o posto após o titular pedir afastamento. O salário bruto da dupla somou R$ 213.066,66 no período.

Reeleito em 2024 com 53,69% dos votos, Henrique Wancura foi preso no dia 9 de setembro do ano passado pela Operação Spotless. O tucano é acusado de comandar um esquema milionário de desvios de recursos e cobrança de propina.

O prefeito pediu afastamento dias depois da ofensiva da Procuradoria-Geral de Justiça, com o apoio do GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo Especial de Combate à Corrupção). No dia 12, Arlindo Landolfi assumiu o comando do Paço Municipal.

O salário mensal bruto do prefeito de Terenos é de R$ 24 mil. No entanto, durante os meses de turbulência, Henrique Wankura recebeu R$ 7,2 mil e R$ 16,8 mil em setembro e outubro, respectivamente. Em novembro, a situação se normalizou e o afastado voltou a ter o subsídio integral, incluindo o 13º no fim do ano, conforme o Portal da Transparência da Prefeitura de Terenos.

Nesse período, chama a atenção que em setembro do ano passado o salário líquido de Wankura foi de R$ 395,56, devido ao desconto de R$ 6.804,44. Após a operação, o tucano passou o restante do mês preso, sendo solto somente no início de outubro.

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Já Arlindo Landolfi recebia R$ 16 mil de salário bruto como vice-prefeito. Em setembro, a remuneração saltou para R$ 21 mil, chegando a R$ 24 mil a partir de outubro. O subsídio líquido ficou entre R$ 15,5 mil e R$ 35,3 mil, este último devido ao recebimento do 13º em dezembro.

Um escândalo após o outro

Henrique Wancura Budke (PSDB) está afastado e utilizando tornozeleira eletrônica, desde setembro do ano passado, acusado de liderar organização criminosa para desviar recursos do município, fraudar licitações e cobrar propina.

O Superior Tribunal Justiça começa a julgar no próximo dia 19 de fevereiro recurso do Ministério Público Federal contra a decisão do ministro Ribeiro Dantas, que revogou a prisão preventiva do prefeito afastado de Terenos.

O julgamento virtual pela 5ª Turma ocorre entre os dias 19 e 25 do próximo mês. No início de outubro do ano passado, Dantas decidiu que a prisão preventiva de Henrique Wancura não era mais necessária para a continuidade das investigações da Operação Spotless, deflagrada pelo Ministério Público Estadual em 9 de setembro, e libertou o tucano mediante utilização de tornozeleira eletrônica.

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A cautelar foi prorrogada por mais 90 dias pelo desembargador Jairo Roberto de Quadros, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, no fim de 2025.

Nesta quarta-feira (21), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e a 1ª Promotoria de Justiça de Terenos mobilizaram duas operações contra fraudes em licitações e contratos com a prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos.

Os agentes cumpriram seis mandados de prisão e 30 de busca e apreensão nas operações “Collusion” e “Simulatum”. Entre os alvos, estavam endereços ligados aos empresários Francisco Elivaldo “Eli” de Sousa e Urandir Fernandes de Oliveira. Os nomes dos investigados não foram revelados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o Ministério Público Estadual, a Operação “Collusion” investiga organização criminosa voltada à prática de crimes como fraudes a licitações e contratos públicos. Os investigados são suspeitos de fazer parte de esquema para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com a prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021.

Já a Operação “Simulatum” apura a existência de grupo envolvido em esquema de fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde 2021.

 

O JACARE

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