polilaminina

Conquista brasileira: polilaminina reacende esperança para pacientes com lesão medular

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Uma descoberta científica desenvolvida no Brasil pode representar um novo capítulo no tratamento de lesões medulares. A polilaminina, fármaco criado pela professora Tatiana Coelho de Sampaio em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é resultado de duas décadas de pesquisa e já apresenta resultados considerados promissores.

Produzida a partir da laminina proteína extraída da placenta , a substância tem demonstrado potencial na recuperação de movimentos em pacientes que sofreram acidentes graves e tiveram lesões na medula espinhal.

No dia 5 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início dos estudos clínicos do tratamento. A pesquisa será realizada com cinco voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que apresentam lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.

Primeiro paciente do mundo

O primeiro paciente a receber a aplicação da polilaminina foi Bruno Drummond de Freitas. Em abril de 2018, ele sofreu um grave acidente de carro que resultou em fraturas na coluna vertebral, nas regiões de C6 e T8. A lesão em C6 foi classificada como completa, levando ao diagnóstico de tetraplegia.

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Menos de 24 horas após o trauma, Bruno foi submetido à cirurgia e recebeu o tratamento experimental com a proteína. Três semanas depois, surgiu o primeiro sinal de recuperação: a flexão voluntária do dedão do pé  indício clínico de reconexão funcional da medula.

Quase sete anos após o acidente, Bruno afirma viver o ápice de sua recuperação funcional. Hoje, é 100% independente, mantendo apenas sequelas residuais. Em publicação recente nas redes sociais, a ex-ginasta Laís Souza compartilhou um vídeo em que Bruno conduz sua cadeira de rodas e caminha normalmente, emocionando seguidores e reforçando a esperança em torno da pesquisa.

Reconhecimento internacional

Os resultados obtidos até o momento já mobilizam uma campanha nas redes sociais para que Tatiana Coelho de Sampaio seja indicada ao Prêmio Nobel de Medicina. A polilaminina é apontada por apoiadores como uma das descobertas científicas mais relevantes do século na área de regeneração neural.

Especialistas ressaltam que os estudos clínicos em andamento serão fundamentais para confirmar a eficácia e a segurança do tratamento em maior escala. Ainda assim, a iniciativa já coloca o Brasil em destaque no cenário científico internacional e reacende a expectativa de milhares de pessoas que convivem com lesões medulares.

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Se confirmados os resultados, a polilaminina poderá transformar o prognóstico de pacientes tetraplégicos e paraplégicos, consolidando uma conquista histórica da ciência brasileira.

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