"Era Longen"

Diretoria da Fiems enfrenta resistência ao tentar ampliar influência e acumula críticas internas

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A atual diretoria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) recebeu um “não” de entidades representativas de outros setores ao tentar ampliar sua influência em organizações estratégicas no Estado. O movimento provocou reação, especialmente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e da Fecomércio-MS, evidenciando divisões e desgaste político dentro do ambiente institucional.

Nos bastidores, lideranças relataram que o grupo dirigente buscava consolidar maior controle sobre entidades de diferentes segmentos econômicos. A articulação, porém, encontrou resistência e acabou sendo interpretada por interlocutores como sinal de perda de força política da atual administração. O episódio expôs fissuras e ampliou a percepção de isolamento da federação diante de parceiros tradicionais.

A disputa ganha dimensão nacional com a movimentação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, que tenta ampliar sua influência visando disputar a presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nos bastidores, entretanto, a iniciativa enfrenta críticas relacionadas à condução administrativa da federação ao longo dos últimos anos, além de questionamentos sobre a capacidade de articulação política fora do Estado.

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O cenário é reforçado pelo histórico de investigações envolvendo a entidade. Um dos episódios mais emblemáticos foi a Operação Fantoche, deflagrada pela Polícia Federal em 2019, que apurou suspeitas de fraudes em licitações, associação criminosa, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro com recursos do Sistema S. Na ocasião, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens de 24 pessoas e instituições, incluindo o presidente da federação, até o limite de R$ 400 milhões  valor estimado do suposto desvio investigado. A defesa dos citados sempre negou irregularidades, mas o caso segue sendo lembrado em disputas internas e externas.

Além disso, o terceiro vice-presidente regional da Fiems, Régis Luís Comarella, é citado em controvérsias envolvendo o frigorífico Boibras, empresa que entrou em recuperação judicial após acumular dívidas superiores a R$ 50 milhões. Credores relatam atrasos superiores a 90 dias no cumprimento do plano aprovado judicialmente, com débitos que somam centenas de milhares de reais, o que amplia o ambiente de críticas à gestão.

As contestações também atingem relações empresariais e contratos com o poder público. O primeiro vice-presidente da entidade é apontado por manter contratos milionários com administrações públicas, situação que levanta questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e influência institucional.

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O episódio mais recente reforça o clima de tensão e evidencia os desafios da federação para recompor sua base de apoio e retomar protagonismo político no Estado. Analistas avaliam que, diante do histórico de controvérsias e da resistência de outras entidades, a atual gestão deve enfrentar dificuldades para ampliar sua influência tanto no cenário regional quanto no nacional.

 

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