A gestão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), foi marcada por uma obra de destaque que chamou atenção por seu valor e por quem ela beneficiou. Trata-se da pavimentação de 13,3 quilômetros de vias entre os bairros Nova Campo Grande e Santa Emília, uma das maiores e mais caras realizadas na cidade, com um investimento de aproximadamente R$ 84,6 milhões.
A obra, considerada a maior da administração de Adriane Lopes, inclui não apenas a pavimentação, mas também a implantação de ciclovia, calçadas e parte da via duplicada. Apesar de estar localizada em uma região com pouco movimento, ela foi bastante divulgada durante a campanha eleitoral, sendo vista como uma conquista importante do governo.
O que chamou atenção, no entanto, foi quem se beneficiou diretamente da obra. Segundo informações do jornal Correio do Estado, as propriedades rurais de dois produtores, ligados a figuras próximas ao ex-presidente Lula, tiveram suas áreas beneficiadas pela pavimentação. São eles Glaucos da Costamarques, proprietário de quatro chácaras que somam 180 hectares, e José Carlos Bumlai, com uma propriedade de 80 hectares.

Glaucos da Costamarques ficou conhecido por ser dono do apartamento 121 no Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo (SP), que foi utilizado como depósito por Lula. O imóvel chamou atenção por ser o único adquirido por ele fora de Mato Grosso do Sul. Já Bumlai, amigo de Lula, ganhou notoriedade por ter acesso ao Palácio do Planalto durante o primeiro mandato do ex-presidente. Ele foi preso e condenado a quase dez anos de prisão na Operação Lava Jato, sob a acusação de corrupção.
Curiosamente, enquanto outras obras de pavimentação na cidade estão paradas ou avançam lentamente, a pavimentação da Avenida Wilson Paes de Barros seguiu em ritmo acelerado e está quase concluída, faltando apenas uma ponte sobre o Córrego Imbirussu.
Outro ponto que chamou atenção foi a situação de Glaucos da Costamarques, que conseguiu na Justiça isenção do pagamento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para suas propriedades. Por meio de uma decisão favorável do Tribunal de Justiça, ele optou pelo pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (IRT), alegando atividade de criação de gado. Assim, deixou de pagar cerca de R$ 1,188 milhão em uma das chácaras e R$ 1,289 milhão na outra.
Com informações O Jacaré






















