Um site de Campo Grande ia fazer uma enquete nas ruas para saber quem são os piores e os melhores políticos eleitos na cidade, porém mesmo sendo boa essa ideia acabou abortada pelos editores, por motivos que ainda não foram explicados (mas dá para imaginar como são eficazes os meios utilizados para convencer as pessoas a mudarem de posição). Acontece que esse tipo de enquete nem precisa ser feito para responder quais seriam algumas das respostas do povo, e uma delas certamente apontaria para o vereador Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy.
Papy é o presidente da Câmara Municipal e é o pior vereador que já ocupou esse cargo na história da cidade, tendo em vista as posturas medíocres e de traição aos eleitores, de acordo com denúncias e fatos que a imprensa vem publicando. Um dos casos é a nomeação de sua irmã, Fernanda Lima da Silva, nomeada em março de 2025 para uma posição de confiança na equipe da prefeita Adriane Lopes. Esse fato cria uma situação que depõe contra o mandato, porque tira do presidente do legislativo a autonomia de fiscalizar com rigor os atos do Executivo, já que tem uma irmã na assessoria da prefeita e faz parte da gestão.
Outro senão na ficha política de Papy é a falta de conhecimento sobre o papel de vereador ou a falta de cuidado ético com o cargo que ocupa, porque sendo responsável pela elaboração de leis deveria saber quais os limites e atribuições do mandato, mas não sabe. Se soubesse, não passaria o vexame de induzir os colegas a armar sua reeleição para presidente da Mesa Diretora com um ano de antecedência e depois ter essa decisão anulada pela Justiça.
O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, anulou a “reeleição” antecipada de Papy e o impediu de assumir a presidência da Casa no biênio 2027-2028, alegando que ele violou o princípio da contemporaneidade ao fazer a votação antes do fim do mandato e ignorando inclusive o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a alternância de poder.
Para completar, com Papy no seu comando a Câmara Municipal acabou se omitindo ou cochilhou deixando passar diversas medidas e fatos que revoltaram a população, como o aumento abusivo do reajuste do IPTU, o empreguismo e os gastos exorbitantes da folha secreta que afundaram as finanças da municipalidade. Com sua “reeleição” suspensa pelo Judiciário, o vereador, que é também líder evangélico, está com os dias contados no poderoso cargo e voltará a ser um parlamentar comum e medíocre, sem visibilidade para posar de bonitinho na fotografia.





















