Corrupção

Prefeito afastado de Terenos seguirá com tornozeleira eletrônica até junho após decisão da Justiça

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O prefeito afastado de Terenos, Henrique Budke (PSDB), continuará utilizando tornozeleira eletrônica por mais 90 dias. A medida foi mantida após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) homologar decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), prorrogando o monitoramento eletrônico do político e de outros 14 investigados no suposto esquema de corrupção na prefeitura.

Budke está afastado do cargo desde setembro de 2025, quando foi alvo da Operação Spotless, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). A decisão que mantém as medidas cautelares foi publicada nesta segunda-feira (30) no Diário da Justiça Eletrônico.

Segundo o desembargador Jairo Roberto de Quadros, qualquer descumprimento das condições impostas pelo monitoramento eletrônico poderá resultar na decretação da prisão preventiva dos investigados.

Além do prefeito afastado, permanecerão sob monitoramento:

  • Arnaldo Santiago, empresário
  • Cleberson José Chavoni Silva, empresário
  • Eduardo Schoier, empresário
  • Fábio André Hoffmeister Ramires, policial militar e empresário
  • Fernando Seiji Alves Kurose, empresário
  • Genilton da Silva Moreira, empresário
  • Hander Luiz Correa Grote Chaves, empresário
  • Isaac Cardoso Bisneto, ex-secretário municipal de Obras e Infraestrutura
  • Leandro Cícero de Almeida Brito, engenheiro
  • Nádia Mendonça Lopes, empresária
  • Orlei Figueiredo Lopes, comerciante
  • Sandro José Bortoloto, empresário
  • Sansão Inácio Rezende, empresário
  • Valdecir Batista Alves, empresário
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Operação apontou esquema milionário

A Operação Spotless foi deflagrada em 9 de setembro de 2025 e cumpriu 16 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP). As investigações indicaram a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da administração municipal.

De acordo com o Gaeco, servidores públicos teriam fraudado licitações para favorecer empresas previamente escolhidas. Os editais, segundo a apuração, eram elaborados sob medida para simular concorrência. Somente no último ano investigado, os contratos sob suspeita ultrapassaram R$ 15 milhões.

O esquema também envolveria pagamento de propina a agentes públicos, que atestavam falsamente a execução de serviços e aceleravam a liberação de pagamentos. 🧾

Denúncia do Ministério Público

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciou Budke e outras 25 pessoas por participação no suposto esquema. Conforme a acusação, empresas se revezavam nas licitações e parte dos valores retornava em forma de propina.

“O que se apurou na investigação é uma organização criminosa instalada no Poder Executivo do Município de Terenos, atuando há anos para fraudar licitações e saquear os cofres públicos”, afirmou o procurador-geral de Justiça Romão Ávila Milhan Júnior.

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Budke chegou a ser preso, mas foi solto ainda em setembro de 2025 após obter habeas corpus no STJ. Desde então, permanece afastado do cargo e sob medidas cautelares, agora prorrogadas até junho.

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