assédio sexual

Processo contra deputado Daniel Donizet acusado de assédio e abuso de poder é adiado na CLDF após Vistas

Foto: Carlos Gandra/CLDF

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Deputado é alvo de denúncias de assédio sexual por ex-servidoras, abuso de poder e má conduta por já ter sido abordado com sinais de embiraguez ao volante

 

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) adiou nesta quarta-feira (12) o processo de cassação contra o deputado Daniel Donizet (MDB-DF, ex-PL). O adiamento ocorreu após o pedido de vista do deputado Fábio Felix (PSol), feito logo depois de o relator, Hermeto (MDB-DF), votar pelo arquivamento do caso.

Acusações e Controvérsias

Donizet é alvo de um processo ético motivado por denúncias de assédio sexual, abuso de autoridade e má conduta.

Em 2023, foi associado a um caso em que um assessor de seu gabinete agrediu uma jovem em um motel. O servidor foi exonerado, e Donizet negou envolvimento. A Procuradoria da Mulher também apontou possível omissão de socorro em outro episódio envolvendo o ex-assessor.

Além disso, ex-servidoras da CLDF e uma ex-funcionária da Administração do Gama relataram assédio sexual. Donizet também foi acusado pela influenciadora Andressa Urach, caso que ele afirma ser de natureza pessoal.

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Em junho de 2025, o deputado foi flagrado dirigindo com sinais de embriaguez e teria tentado usar o cargo para evitar autuação, segundo a PM. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi multado conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

Pressão Política e Licença Médica

Após as polêmicas, Donizet deixou o PL e ingressou no MDB. Deputadas da CLDF — entre elas Paula Belmonte e Jaqueline Silva — pediram a suspensão do mandato por 90 dias, alegando comportamento incompatível com o cargo.

No mesmo período, o deputado entrou em licença médica de 60 dias para tratamento de saúde mental, retornando às atividades em outubro.

Parecer e Pedido de Vista

O corregedor Joaquim Roriz Neto (PL-DF) recomendou o arquivamento do processo, alegando falta de provas. O relator Hermeto acompanhou o parecer, mas o pedido de vista de Fábio Felix interrompeu a votação.

Felix afirmou que buscou impedir o arquivamento imediato e garantir análise mais detalhada das acusações. Hermeto confirmou que a próxima reunião será deliberativa, sem novos prazos para vistas.

Próximos Passos

A decisão final sobre o caso caberá ao Conselho de Ética da CLDF, que poderá manter o arquivamento ou aplicar sanções como suspensão ou cassação do mandato.

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Enquanto isso, o processo segue em compasso de espera, sob forte atenção pública e disputa política nos bastidores da Câmara Legislativa.

 

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