Principal construtora da candidatura e da vitoriosa campanha de Adriane Lopes pela reeleição, a senadora Tereza Cristina (PP) não está conseguindo livrar sua pupila dos violentos ataques contra a gestão de Campo Grande. Além disso, suas recorrentes e desastrosas abordagens condenatórias ao governo federal estão prejudicando sensivelmente os programas estratégicos da prefeita, que se estivessem sendo cumpridos certamente dariam a ela um saldo de realizações capazes de neutralizar as críticas dos opositores e a insatisfação de setores da sociedade.
Na contramão da grande maioria dos 5.570 municípios brasileiros, ao invés de construir uma aproximação institucional e republiucana do Palácio do Planalto, a capital sul-mato-grossense está muito distante, não exatamente do presidente Lula, mas sobretudo dos projetos, verbas e atenções diferenciadas do governo federal. Este pesado débito desaba na conta de Tereza Cristina. Dos três senadores de Mato Grosso do Sul, , o único voto sistemático contra o Planalto é o dela.
OPOSICIONISMO – Embora consciente de estar limitando o poder reivindicatório de Campo Grande, Tereza Cristina pratica um oposicionismo militante e emocional para dar provas de sua fidelidade bolsonarista e agradar ao ex-presidente. Faz isto sem necessidade, sequer considerando que os outros dois senadores, Soraya Thronicke (Podemos) e o bolsonarista Nelsinho Trad (PSD) votam segundo as suas consciências e já ajudaram a aprovar projetos governistas. A influência negativa da senadora é replicada por uma parcela da bancada federa.
Dos oito deputados, três reproduzem o mau exemplo da senadora do PP: os votos de Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Luiz Ovando (PL) são carimbados pelo oposicionismo radical, ao passo que até os tucanos Beto Pereira (um bolsonarista), Dagoberto Nogueira e Geraldo Rezende votam com o governo quando bem entendem. E neste compasso, os senadores Nelsinho e Soraya otimizaram a capacidade de viabilizar mais emendas para os municípios, enquanto Tereza Cristina se isola no curto alcance de intervenções em favor do emnpoderamento de Campo Grande em Brasília.
Agora, mais um pontiagudo pedregulho acaba de entrar no sapato apertado da gestão campograndense, por obra e graça de Tereza Cristina. A senadora passou a ser criticada por assessores e lideranças do campo da direita, fiéis aos governos do Estado e Município, ambos do PP. A razão é a leitura que fazem os críticos, segundo a qual o posicionamento da senadora em defesa de Adriane Lopes tem sido meramente protocolar.
Com a prefeita sofrendo as pancadas no olho do furacão, a atiutude quase formal e ligeiramente desinteressada para defendê-la provocou a reação natural de quem leu nas entrelinhas. Suas ironias, endereçadas à insatisfação popular, soaram como se estivesse fugindo da obrigação de ser mais contundente e acrescentar maior intensidade nas declarações em defesa de Adriane.






















