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Câmara à deriva: enquanto vereadores enfrentam crises da Capital, presidente Papy curte férias nos EUA

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Enquanto Campo Grande enfrenta desafios urgentes nas áreas de saúde, mobilidade urbana, infraestrutura e assistência social, a Câmara Municipal segue sendo alvo de críticas crescentes da população pela falta de protagonismo e respostas concretas. No centro dessas críticas está a atual gestão do Legislativo, comandada pelo presidente Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy.

Durante o recesso parlamentar, período em que a Casa já reduz naturalmente sua atuação, o presidente optou por viajar aos Estados Unidos, em visita à chamada “terra do Mickey Mouse”. A ausência do chefe do Legislativo, ainda que legal do ponto de vista regimental, caiu mal entre campo-grandenses que esperam mais compromisso político e liderança ativa, especialmente em um momento em que a cidade acumula problemas estruturais e sociais.

A sensação entre moradores, lideranças comunitárias e até bastidores políticos é de que a Câmara Municipal vive uma gestão apagada, distante da realidade da população. Projetos relevantes avançam lentamente, debates fundamentais perdem espaço e a fiscalização do Executivo é vista como tímida. Para muitos, falta comando, presença e articulação política.

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Embora alguns vereadores tentem, de forma isolada, enfrentar demandas da capital e dialogar com a sociedade, a ausência de uma condução firme por parte da Presidência reforça a imagem de uma Câmara à deriva, desconectada das urgências de Campo Grande.

A crítica não se resume à viagem em si, mas ao simbolismo que ela carrega: enquanto a população cobra soluções, o presidente do Legislativo opta por se afastar do cenário local. Em um cargo que exige liderança constante, o gesto é interpretado como falta de sensibilidade política.

A Câmara Municipal deveria ser um espaço de escuta, debate e ação. Cabe ao presidente dar o tom da gestão, pautar prioridades e representar institucionalmente os interesses da cidade. Até o momento, a gestão Papy tem sido marcada mais pela ausência de resultados concretos do que por avanços que justifiquem confiança popular.

Campo Grande precisa de um Legislativo atuante, combativo e presente. O cargo de presidente da Câmara exige mais do que cumprir agenda administrativa: exige compromisso público, responsabilidade política e sintonia com a realidade de quem vive na capital todos os dias.

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