confiança perdida

Câmara Municipal de Campo Grande inicia 2026 sob desconfiança popular e pressão por resultados

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Com a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, a Câmara Municipal de Campo Grande enfrenta um dos maiores desafios de sua história recente: reconquistar a confiança da população. Sob a presidência do vereador Epaminondas Neto, o Papy, o Legislativo inicia o ano pressionado por críticas recorrentes, cobranças por resultados concretos e uma imagem desgastada diante dos campo-grandenses.

Considerada por setores da sociedade civil, entidades e até por analistas políticos como uma gestão marcada pela falta de protagonismo, a atual Mesa Diretora é acusada de omissão frente aos principais problemas da cidade. Saúde , transporte público deficiente, abandono de bairros periféricos e a ausência de debates relevantes no plenário são apontados como reflexo de um Legislativo distante das reais demandas da população.

A percepção de que a Câmara atua de forma tímida, muitas vezes alinhada automaticamente ao Executivo municipal, também alimenta o descrédito popular. Para críticos, falta independência política, fiscalização efetiva e coragem para enfrentar temas sensíveis que impactam diretamente a vida dos cidadãos.

As sessões, frequentemente esvaziadas de conteúdo prático, reforçam a sensação de que o Parlamento municipal se tornou um espaço burocrático, pouco produtivo e desconectado da realidade das ruas. O resultado é um crescente afastamento da população, que vê a Casa de Leis mais preocupada com articulações internas do que com soluções concretas.

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Em 2026, ano pré-eleitoral, a pressão tende a aumentar. A sociedade cobra transparência, eficiência e, sobretudo, compromisso com o interesse público. Caso a Câmara não consiga apresentar resultados visíveis e uma mudança real de postura, o desgaste político pode se aprofundar ainda mais, com reflexos diretos nas urnas.

A missão de Epaminondas Neto e dos vereadores não é simples. Reconquistar a confiança perdida exigirá mais do que discursos de abertura ou promessas institucionais. Será necessário trabalho efetivo, fiscalização rigorosa e uma atuação que faça jus ao papel constitucional do Legislativo municipal — algo que, até aqui, muitos avaliam como ausente.

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