O presidente estadual do PL em Mato Grosso do Sul, ex-governador Reinaldo Azambuja, confirmou que a sigla utilizará pesquisas qualitativas e quantitativas para definir quem serão os candidatos ao Senado nas eleições de 2026. A direção do partido busca uma solução técnica para evitar conflitos diante da multiplicidade de pré-candidatos quatro apenas dentro do próprio PL e ainda precisa considerar aliados estratégicos.
Apesar de o ex-deputado estadual Capitão Contar, prestes a deixar o PRTB para se filiar ao PL, ter recebido aval público do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, Azambuja não garantiu sua candidatura. Segundo o deputado estadual Coronel David (PL), Reinaldo foi direto ao afirmar, durante reunião com a executiva estadual e lideranças municipais, que nenhum nome está confirmado. “A regra será igual para todos. Pesquisas qualitativas e quantitativas vão definir os candidatos”, relatou David.
A expectativa é que a definição ocorra entre janeiro e fevereiro de 2025. Até o momento, o PL já tem três nomes colocados:
-
Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, lançada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro antes de sua prisão para cumprir pena de 27 anos pela trama golpista;
-
Marcos Pollon, deputado federal, anunciado pelo deputado Eduardo Bolsonaro em postagem feita dos Estados Unidos, onde está autoexilado;
-
Reinaldo Azambuja, que foi convidado por Bolsonaro e Valdemar Costa Neto a trocar o PSDB pelo PL para disputar o Senado.
Além deles, Capitão Contar deve formalizar sua filiação ao partido na próxima semana, reforçando a disputa interna.
O cenário se complica porque o PL ainda precisa considerar aliados importantes que ocupam posições estratégicas, como os senadores Nelsinho Trad (PSDB) e Soraya Thronicke (Podemos), o secretário estadual Jaime Verruck (PSD) e o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP). Em 2026, duas vagas ao Senado estarão em disputa.
Estratégia nacional e prioridades em MS
Durante as reuniões, Reinaldo também destacou que a prioridade do PL é derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição em 2026. O ex-governador defendeu a união da direita e do centro-direita como condição para ampliar a força eleitoral.
“Só com união e atraindo aliados do centro e centro-direita é que vamos ter força para eleger o presidente da República, dois senadores de direita, ter maioria no Senado e eleger a maior bancada federal e estadual”, reforçou Coronel David ao relatar a fala de Reinaldo.
Outra prioridade declarada do PL é apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), que já conta com o aval do partido e de Bolsonaro. O deputado ainda destacou que a sigla trabalhará pela aprovação da anistia aos investigados e condenados por atos relacionados ao 8 de Janeiro.
A definição final dos nomes ao Senado, entretanto, seguirá a diretriz imposta por Reinaldo: prevalecerá quem tiver melhor desempenho nas pesquisas.






















