Greve na UnDF completa um mês e expõe impasse entre docentes e GDF

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A paralisação dos professores da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury completou um mês nesta semana, consolidando um cenário de impasse entre a categoria e o Governo do Distrito Federal. Iniciada em 20 de março, a greve tem como pano de fundo uma série de reivindicações que vão desde mudanças na gestão da universidade até críticas à condução administrativa e estrutural da instituição. 

Apesar de sucessivas rodadas de negociação, docentes afirmam que o governo tem adotado uma postura lenta e, por vezes, contraditória, o que contribui para a manutenção da paralisação e amplia a insegurança quanto ao calendário acadêmico. 

Reitoria no centro da crise 

Um dos principais pontos de tensão envolve a permanência da reitora pro tempore. Representantes da seção sindical dos docentes (SindUnDF) alegam que houve sinalização do governo para a exoneração imediata da gestora, considerada peça-chave para destravar o diálogo interno na universidade. 

Entretanto, declarações recentes da governadora em exercício, Celina Leão, indicam cautela. Em agendas públicas, ela afirmou que o governo ainda realiza análises técnicas antes de tomar uma decisão definitiva, o que tem sido interpretado por parte dos docentes como adiamento de uma medida considerada urgente pela categoria. 

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Mudança de campus gera reação 

Outro foco de críticas está na decisão de transferir atividades da universidade para um prédio alugado em Ceilândia. A mudança provocou reação de estudantes e professores, que apontam falta de planejamento e possíveis impactos no acesso às aulas. 

Entre as preocupações levantadas está o risco de evasão, especialmente para alunos que enfrentam dificuldades de deslocamento. Diante da repercussão negativa, o governo passou a considerar a revisão do contrato e a possibilidade de manutenção das atividades nos locais de origem, medida vista como tentativa de corrigir a decisão inicial. 

Negociações e expectativas 

O GDF apresentou propostas relacionadas à carreira docente e à estrutura administrativa da universidade, incluindo projetos de lei em tramitação. Ainda assim, representantes da categoria afirmam que os avanços ocorrem de forma gradual e insuficiente para encerrar a paralisação. 

A assembleia dos professores indica que a efetivação concreta das medidas prometidas pode abrir caminho para a suspensão da greve. Até o momento, porém, não há definição clara sobre prazos ou implementação das mudanças discutidas. 

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Impactos e cenário aberto 

Com a paralisação prolongada, cresce a preocupação com os impactos no calendário acadêmico e na consolidação da universidade, criada recentemente com a proposta de ampliar o acesso ao ensino superior público no Distrito Federal. 

O desfecho da greve depende, agora, da capacidade de governo e docentes avançarem do campo das negociações para decisões efetivas. Enquanto isso não ocorre, a UnDF segue em um cenário de incerteza que afeta estudantes, professores e a própria estrutura da instituição. 

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