ELEIÇÕES 2026

Se lealdade do PL a Bolsonaro for verdadeira em MS, Pollon será segundo nome na corrida rumo ao Senado

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(O primeiro da chapa bolsonarista é Reinaldo Azambuja, que prefere a companhia de Nelsinho Trad e não engole Capitão Contar)

A indefinição na chapa do PL sulmatogrossense para a disputa de uma das vagas no Senado tornou-se um perigoso rastilho de pólvora, que já está aceso. A explosão parece inevitável, na medida que os dirigentes ainda não acabaram com o impasse envolvendo três nomes do bloco de partidos de direita interessados em completar a chapa.

O primeiro pré-candidato está definido. É o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente regional do PL. O problema é decidir quem será o titular da segunda vaga na chapa. O partido bolsonarista tem dois nomes na briga: o ex-deputado estadual Capitão Contar e o deputdo federal Marcos Pollon.

Mas há uma terceira via, o senador Nelsinho Trad. Ele não faz parte do PL, mas pertence a um partido, o PSD, que em Mto Grosso do Sul é leal e obediente às determinações do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e, consequentemente, apoia o seu filho, senador Flávio Bolsonaro, na corrida presidencial.

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É com este detalhe que o dilema local se agiganta: Azambuja, que foi atraído por Jair Bolsonaro para o PL e impulsionado por ele para presidir o partido, não esconde que Nelsinho Trad tem a preferência para ser o seu companheiro de chapa, como candidato ao segundo voto do bolsonarismo. No entanto, as bases do PL, sobretudo os chamados bolsonaristas-raízes, descartam o senador pessedista, porque não o consideram autêntico.

TRÊS FATORES – Entram em cena então três questões objetivas e determinantes para que se desfaça o impasse vivido pelo PL, sem levar em conta o fator Nelsinho, que é do PSD: as pesquisas de intenção de voto, a correta leitura do quadro eleitoral e a autoridade política dos seus dirigentes locais e nacionais. Isto, levando em conta que a palavra do ex-presidente é como um credo, vem sustentando o partido e toda a direita nos últimos 20 anos.

Dentro desta conjuntura, portanto, as manifestações publicas de apoio que Jair Bolsonaro vinha fazendo em favor da candidatura de Marcos Pollon dizem tudo. Este incentivo só deixou de ser replicado outras vezes por causa do impedimento judicial que Bolsonaro sofre em razão da sentença que está cumprindo. Todavia, em textos escritos à mão ou declarações, ele deixa bem claro que autoriza e estimula o propósito do deputado federal de ser senador e defender as causas do bolsonarismo.

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Este suporte, tão essencial, falta a Contar e também a Nelsinho Trad. Independentemente do posicionamento atual nas pesquisas – o trio está bem cotado para o segundo voto -, também devem ser consideradas a preferência do ex-presidente, a lealdade a ele e as provas de fidelidade já demonstradas.

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