ELEIÇÕES 2026

Pollon admite disputar Senado e articula “voto casado” com Contar para eleitor bolsonarista em MS

publicidade

Deputado diz sofrer pressão da família Bolsonaro para entrar na corrida ao Senado e avalia troca do PL pelo Novo na janela partidária

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) confirmou neste fim de semana que avalia disputar uma vaga no Senado Federal por Mato Grosso do Sul. A sinalização ocorre poucos dias após o Correio do Estado revelar a existência de uma articulação informal entre Pollon e o Capitão Renan Contar (PL-MS) para defender, junto ao eleitorado bolsonarista, a estratégia do chamado “voto casado” ao Senado.

Apesar de ainda se apresentar publicamente como pré-candidato ao governo do Estado, Pollon foi direto ao admitir que vem sendo incentivado pela família Bolsonaro a entrar na disputa pelo Senado. Segundo ele, o grupo busca nomes com perfil combativo para a Casa.

“Conversei bastante com Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e ainda preciso conversar com o Flávio. Há um apelo forte para que eu venha ao Senado. Hoje, o Senado carece de pessoas que tenham mais coragem do que juízo, e esse é um perfil que eu tenho. Não me acovardei até agora e, no Senado, não será diferente”, afirmou Pollon em entrevista à Rádio Auriverde, emissora alinhada ao campo bolsonarista.

Leia Também:  Novas nomeações trazem terceiro ex-vereador na Secretaria de Articulação Regional

A articulação envolvendo Pollon e Contar também conta com o apoio do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS). Nos bastidores, o Novo desponta como provável destino partidário de Pollon na janela de mudanças prevista para março. O movimento ocorre em meio à perda de espaço do parlamentar dentro do PL, especialmente após a filiação do ex-governador Reinaldo Azambuja, também pré-candidato ao Senado.

Caso se consolide, a estratégia de Pollon pode embaralhar os planos de Azambuja e do senador Nelsinho Trad (PSD), que buscam atrair o segundo voto do eleitorado bolsonarista para tornar suas campanhas mais previsíveis do ponto de vista eleitoral. No campo da direita mais radical, a dobradinha Pollon–Contar tende a fragmentar esse eleitorado e dificultar a vida dos candidatos da direita tradicional.

A disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul promete ganhar contornos mais acirrados à medida que a direita se divide entre nomes alinhados diretamente ao bolsonarismo e lideranças de perfil mais moderado.

Com informações do Correio do Estado.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide