Marzieh Hamidi, ex-campeã de taekwondo do Afeganistão, sofreu ameaças nas redes sociais por se manifestar ativamente contra as restrições do Talibã às roupas femininas, educação e outras liberdades básicas, incluindo a prática de esportes
– O primeiro telefonema veio do Afeganistão. Uma voz em afegão me disse que ele sabia meu endereço em Paris. Três mil ligações em 48 horas. Depois disso, parei de contar. Recebi ameaças de morte e estupro porque me oponho aos terroristas e àqueles que os apoiam. Eles me disseram que não podem levantar a voz no Afeganistão, e querem que eu seja a voz deles. Imagine que milhões de garotas no Afeganistão, que não têm proteção, estão com os terroristas, e ninguém pode ouvir sua voz – revelou Hamidi.
Hamidi nunca desistiu de lutar pelo direito das mulheres em seu país de origem. Morando em Paris, na França, a atleta usou as redes sociais para se posicionar contra as restrições do Talibã às roupas femininas, educação e outras liberdades básicas, incluindo a prática de esportes. Ela revelou que as postagens têm o objetivo de ser a voz para quem não tem voz no Afeganistão.
– Como atleta feminina, apelo para o mundo proibir o Talibã das Olimpíadas. O Talibã é um grupo terrorista que proíbe as mulheres de esportes, trabalho e educação. Um dia, vamos prevalecer, até lá, manter o Talibã fora das plataformas internacionais. Afeganistão não pertence a eles – publicou a atleta em junho deste ano, antes das Olimpíadas de Paris.
Diante de milhares ameaças de morte contra Hamidi, a justiça da França abriu investigação sobre o caso e colocou a atleta sob proteção policial por um período indefinido. Depois de se exilar na França para fugir dos perigos do Talibã, a lutadora é forçada a se esconder e se encontra incapaz de viver livremente em Paris.
























