Banco de Brasília

BRB convoca assembleias em fevereiro sob pressão do GDF e desgaste do governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão

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Crise bilionária no banco público leva Palácio do Buriti a intervir na governança, com Celina Leão à frente da articulação para conter danos políticos

O Banco de Brasília (BRB) marcou para 5 e 19 de fevereiro de 2026 duas Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) que buscam reformular o Conselho de Administração em meio à crise provocada por investigações da Polícia Federal e suspeitas de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. O movimento evidencia a intervenção direta do Governo do Distrito Federal (GDF), acionista controlador da instituição, e amplia o desgaste político do governo Ibaneis Rocha (MDB).

Na primeira assembleia, em 5 de fevereiro, está prevista a destituição de dois conselheiros, incluindo a saída de Marcelo Talarico da presidência do conselho, após resistência em renunciar. Já no dia 19 de fevereiro, o banco elegerá os novos conselheiros indicados pelo GDF, em votação digital, num esforço para retomar o controle da governança e da narrativa pública.

A articulação tem sido conduzida pela governadora em exercício, Celina Leão, que assumiu protagonismo diante do risco de a crise financeira do BRB contaminar diretamente o Palácio do Buriti. Nos bastidores, a avaliação é de que a permanência do antigo comando se tornou politicamente insustentável.

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O pano de fundo das mudanças é a investigação sobre um suposto esquema de carteiras de crédito falsas do Banco Master, que teria atraído cerca de R$ 12,2 bilhões em investimentos do BRB, com prejuízo potencial superior a R$ 10 bilhões. O episódio expôs falhas graves de fiscalização sob a influência direta do acionista controlador.

Embora o GDF tenha indicado nomes técnicos para recompor o conselho, entidades como o Sindicato dos Bancários-DF defendem que a simples troca de quadros não resolve o problema e cobram responsabilização efetiva. As mudanças ainda dependem do aval do Banco Central, que será decisivo para aferir se a intervenção do governo representa correção real de rumos ou apenas uma resposta política a uma crise sem precedentes.

 

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