A Concorrência Pública nº 001/2026 da Secretaria da Comunicação do Estado do Tocantins (Secom) passou a ser alvo de questionamentos nos bastidores políticos e administrativos, diante de indícios de possível favorecimento a uma empresa considerada “favorita” no certame.
O processo, que tem como objetivo a contratação de agências de publicidade para atender o governo estadual, está marcado para o próximo dia 16. No entanto, informações obtidas por fontes ligadas ao setor apontam inconsistências que colocam em dúvida a lisura da disputa.
Segundo relatos, uma das empresas apontadas como favorita não teria todas as certidões aptas para participar assim foi agraciada com folego amigo até o dia 16.
Outro fator que amplia a preocupação é o alto volume de recursos envolvidos. Contratos de publicidade governamental historicamente movimentam cifras milionárias e, em diferentes estados do país, já foram alvo de investigações devido à subjetividade dos critérios técnicos e à dificuldade de mensurar resultados de forma objetiva.
Diante desse cenário, o caso já está sob acompanhamento do Ministério Público. De acordo com apuração, promotores analisam tanto a legalidade da prorrogação quanto a condução geral do processo licitatório. Caso sejam identificados indícios mais consistentes de irregularidades, não está descartada a abertura de um procedimento formal de investigação.
Nos bastidores, o clima entre as empresas participantes é de desconfiança. Algumas avaliam a possibilidade de judicializar o processo, enquanto entidades que acompanham a transparência em licitações públicas defendem maior clareza por parte da Secom quanto aos critérios adotados e às decisões tomadas.
Até o momento, o governo do Tocantins não apresentou esclarecimentos detalhados sobre os questionamentos. Em nota, limitou-se a afirmar que a concorrência segue dentro da legalidade e respeita os princípios da administração pública.
A nova data da licitação, marcada para o dia 16, deve ser decisiva não apenas para a escolha das agências vencedoras, mas também para aferir a credibilidade do processo. Caso as suspeitas se confirmem, o episódio pode evoluir para um escândalo administrativo, com potenciais repercussões políticas e jurídicas no estado.























