Carta de entidades de MS à COP30 cobra Pantanal na agenda climática global

Corumbá em épocas de incêndios. lmagem ilustrativa. (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

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Com o objetivo de reforçar a urgência de incluir as áreas úmidas, especialmente o Pantanal, na agenda climática global, o SOS Pantanal entregou à ministra da Cultura, Margareth Menezes, uma carta dirigida à Presidência da Conferência do Clima. A entrega ocorreu durante o show beneficente de Ney Matogrosso, realizado no Theatro da Paz em 13 de novembro, dentro da programação cultural da COP30.

O documento destaca a importância das áreas úmidas para a regulação climática e pede que esses ecossistemas passem a ocupar posição central nas estratégias globais de enfrentamento à crise climática.

A carta está assinada por mais de 150 organizações nacionais e internacionais. A lista inclui EJF (Environmental Justice Foundation), em parceria com a Chalana Esperança e uma ampla coalizão de entidades, entre elas, o SOS Pantanal, o Observatório do Clima, o IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e o Onçafari.

Conforme o documento, as áreas úmidas desempenham papel crucial na regulação climática, armazenando mais carbono por unidade de área do que qualquer outro ecossistema terrestre. Apesar disso, esses ambientes estão desaparecendo três vezes mais rápido que as florestas. Isso ocorre por conta de expansão agrícola, incêndios, retirada de água, infraestrutura desordenada e exploração predatória.

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A carta solicita que os países signatários do Acordo de Paris:
  • incluam as áreas úmidas em seus planos nacionais de ação climática (NDCs — Contribuição Nacionalmente Determinada);
  • fortaleçam a cooperação e o apoio técnico ao Sul Global;
  • estabeleçam metas globais de conservação e restauração com financiamento adequado;
  • reconheçam o protagonismo de povos indígenas e comunidades locais na governança desses territórios.

Na carta, as entidades reforçam que proteger e restaurar as áreas úmidas é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar a crise climática, além de garantir segurança hídrica, preservar a biodiversidade e proteger modos de vida tradicionais.

“A Cultura, neste cenário, emerge como um importante porta-voz em prol da preservação ambiental. Sobretudo em tempos em que o planeta se vê à beira de desequilíbrios sem ponto de retorno”, diz o documento.

O SOS Pantanal, responsável pelo show beneficente de Ney Matogrosso — cuja arrecadação irá integralmente para ações de preservação e desenvolvimento do Pantanal —, também levará Lenine ao palco do Theatro da Paz, no próximo dia 21.

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Confira a carta: https://sospantanal.org.br/wp-content/uploads/2025/11/PT-Carta-aos-lideres-climaticos-Letter-to-Climate-Leaders-1-1-1.pdf
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