PONTA DO ICBERG

Empresa acusada de fraudar licitações fecha contrato milionários no MS

Prefeito de Coxim, Edilson Magro - Reprodução

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A Prefeitura de Coxim firmou contrato de R$ 10.844.774,30 com a empresa Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda, para prestação de serviços de manutenção e fornecimento de combustível à frota municipal.

O valor foi oficializado por adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio Intermunicipal do Extremo Sul de Minas (CIMESMI) e publicado no Diário Oficial dos Municípios.

O gasto milionário ocorre no momento em que o prefeito Edilson Magro (PP) alega crise financeira no município e impõe medidas de austeridade.

Entre as ações adotadas recentemente e que geraram polêmica, estiveram os cortes de gratificações a servidores, que após pressão foi compensado, parcelamento da dívida previdenciária e problemas estruturais em serviços essenciais, como coleta de lixo e saúde pública.

O grupo tem contratos com outras prefeituras do Mato Grosso do Sul com uma soma que passa dos 30 milhões de reais.

Matéria publica no site do Ministério Público do Estado de Mato Grosso

OPERAÇÃO GOMORRA

Seis pessoas do mesmo núcleo familiar são presas

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Esposa, irmã e sobrinhos do empresário Edézio Correa, réu colaborador na ação penal relativa à operação Sodoma, foram presos nesta quinta-feira (07), na operação Gomorra. Segundo o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), os sócios das empresas envolvidas no esquema de fraudes a licitações indicam que Edézio Correa é a figura central da organização criminosa constituída para fraudar licitações e obter vantagens indevidas em prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso.

Conforme o Naco, a partir dos cruzamentos dos dados de parentescos e quadros societários das empresas, foi possível estabelecer um diagrama de vínculos existentes entre as empresas Centro América Frotas Ltda, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda, Pantanal Gestão e Tecnologia Ltda e Pontual Comércio Serviços Terceirizações Ltda.

As investigações revelaram ainda que nos últimos cinco anos, os montantes pagos às empresas chegam à quantia de R$ 1.8 bilhão, conforme a lista de contratos divulgada no Radar MT do Tribunal de Contas do Estado (TCE) – Veja . Durante a investigação, foram verificadas ainda movimentações financeiras entre as empresas envolvidas.

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Segundo o Naco, as empresas investigadas atuam em diversas segmentos, sempre com foco em fraudar a licitação e disponibilizam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares.

Além de Edézio Correa, também são investigados Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição, Roger Correa da Silva, Waldemar Gil Correa Barros, Eleide Maria Correa, Janio Correa da Silva e Karoline Quatti Moura. Desse grupo apenas Karoline Quatti não foi alvo de mandado de prisão.

Foram alvos de busca e apreensão as empresas pertencentes aos investigados e a Prefeitura de Barão de Melgaço.

Outras fases – Por se tratar de uma investigação complexa, o Naco não descarta a realização de novas fases da operação Gomorra com foco nas mais de 100 prefeituras e câmaras que possuem contratos homologados com as empresas investigadas.

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