O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, que veio a Campo Grande nesta segunda-feira (18), para apelar aos dirigentes e dupla expoente dos tucanos em Mato Grosso do Sul, para que não deixem o partido, não teve êxito. O governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja, até aproveitaram diante de Perillo, para oficializarem a debandada e praticamente extensão do ninho tucano em MS, onde era ó único Estado com predominância política eleitoral ante redução quase que total por todo o Brasil.
Perillo esteve hoje, aqui na Capital, em segunda reunião e o último apelo para que Riedel e Azambuja não deixem o ninho tucano. O primeiro deve se filiar ao PP, comandado pela prima, a senadora Tereza Cristina, enquanto o segundo vai assumir o comando do PL de Jair Bolsonaro, o ex-presidente e quase condenado em ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que deve se encerrar nas primeiras semanas do setembro.
O governador Riedel e o ex-governador Azambuja, divulgaram hoje, que devem oficializar na próxima quarta-feira (20), a saída do PSDB. Nesta segunda-feira, após reunião com o presidente nacional do partido, o governador informou que se pronunciará daqui dois dias, sobre o novo partido. Riedel deve confirmar ida ao PP e Reinaldo ao PL, mas os deputados federais do partido continuarão no PSDB, onde tentarão a reeleição.
A saída dos caciques tucanos em MS, deve implodir o PSDB, que já perdeu os outros dois governadores, com a saída de Raquel Lyra, em Pernambuco, e Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul. Sem a fusão com o Podemos e Republicanos, o partido do então líder mor, o ex-presidente, Fernando Henrique Cardoso, corre o risco de desaparecer.
MS era quase todo Tucano
Atualmente, Mato Grosso do Sul se firmou como o último rincão tucano. Além de ter o governo do Estado na terceira administração, a contabilizar 12 anos seguidos e único partido no MS, a fazer o sucessor, após reeleição do anterior. Em 2024, elegeu 45 dos 79 prefeitos de MS. E possuem três deputados federais e sete estaduais.
No entanto, a saíde de Reinaldo e Riedel deverá implodir a sigla no Estado. Os prefeitos deverão migrar para outro partido, enquanto apenas os vereadores vão continuar por causa da cláusula de fidelidade partidária.
O presidente nacional dos tucanos teve reunião com o governador, o ex-governador e deputados do partido. Perillo terá uma reunião reservado com os caciques tucanos e participará de almoço em uma churrascaria, chamado por alguns como a “última ceia”.
A esperança do presidente nacional é ainda, uma crise no PL e a rejeição de parte dos bolsonaristas, aos tucanos na sigla Liberal, principalmente a Azambuja.
Contudo, o presidente regional do PL, Tenente Portela, já garantiu que Reinaldo manteve a filiação após o ataque virulento do deputado federal Marcos Pollon e da racha na sigla após a prisão domiciliar de Bolsonaro. Pollon fez até xingamentos pesado em plena rua, em manifestação no início do mês passado, a favor de Bolsonaro na Capital.
“Esperança” aos que ficam ?
Após a reunião, Perillo disse que há uma confiança recíproca no grupo, que decidiu buscar junto um caminho para o Brasil, “para que saia da dificuldade que se encontra hoje.
Segundo Perillo, há uma ‘esperança’ ou fato garantidor, de que o partido, aliado a Riedel e Azambuja, garantirão estrutura para a reeleição de Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende, que comandarão o partido após a saída dos líderes.
Perillo disse ainda que o PSDB não acabará, como todos propalam e que está tentando reestruturar o partido para depois falar em possível federação. O comandante Nacional é otimista quanto ao futuro da sigla, que visa ainda dobrando de tamanho atual no Congresso Nacional.
“A meta é dobrar o número de federais e senadores. Na última eleição, o partido elegeu 18 federais e três governadores. Vamos trabalhar para manter isto e aumentar os Parlamentares e quiçá ter algum governo”, declarou Perillo ante ter a última saída, com Riedel, e que já não terá em 2026, mais nenhum governador, em busca de reeleição.















