Após prisão de prefeito e mistério, vice assume comando em Terenos
O Município de Terenos terá novo prefeito a partir desta sexta-feira (12). O fato, que já deveria ter ocorrido, quase que simultaneamente após prisão (veja caso abaixo) e pedido de afastamento do titular, Henrique Budke Wancura (PSDB), deve ser consumado hoje, pois ainda não há hora marcada. A Câmara de Vereadores deve cumprir seu papel, que já deveria ter sido feito, empossando o vice, Dr. Arlindo (Republicanos), como prefeito interino.
O próprio Dr. Arlindo, foi quem ainda externou o fato, que seria convocado e assumirá o cargo nesta manhã, apesar de rumores que até não poderia assumir o cargo, como caminho natural do que manda a Legislação. A Câmara convocou a imprensa para a manhã desta sexta-feira, a comunicar a vacância do cargo. Na sequência, até fim da manhã, o vice tomará posse.
“Vou tomar posse hoje. Só estou esperando a Câmaras se manifestar e me convocar”, declarou Dr. Arlindo, já na manhã desta sexta-feira (12).
Indagado se fará algumas mudanças imediatas, declarou que sim, mas não entrou em detalhes ante a gestão municipal sem comando, pois a “Justiça mantém prisão do prefeito de Terenos que ‘surpreso’ se afasta da prefeitura que fica sem comando com demora da Câmara”, como o Pauta Diária noticiou ontem.
A posse acontece após mistério sobre quem assumiria o comando da cidade, com comentários que o vice não assumiria e o presidente da Câmara, Leandro Caramalac responderia pelo Executivo, que está sem comando e vago a três dias.
O caso
O prefeito e outras 15 pessoas foram presos pela polícia após operação do MPE-MS (Ministério Público Estadual), via seu Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), na “Operação Spotless”, na última terça-feira (9)
Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.
“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15 milhões, diz parte da nota do Gaeco.
Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.
A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.
“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem manchas ou máculas.






















