REFORMA TRIBUTÁRIA

Tereza Cristina trai expectativa dos brasileiros e faz politicagem de Bolsonaro

Igo Estrela/Metrópoles

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Senadora é derrotada em manobra fracassada dos bolsonaristas para manter sobrecarga fiscal no bolso da população

 

 

Submetido à apreciação e deliberação do Senado Federal na 4ª feira (8.nov.23), o texto da Reforma Tributária foi aprovado e trouxe à sociedade a garantia de redução da carga fiscal no bolso dos brasileiros. A matéria será votada agora pela Câmara dos Deputados para ser sancionada. No Brasil, as primeiras reações ao resultado indicam que quem é contrário à medida passa a ser visto como inimigo da economia popular e cúmplice das regras atuais, das mais danosas ao sistema federativo e à população.

Dos três representantes de Mato Grosso do Sul no Senado, apenas o pessedista Nelsinho Trad votou pela reforma tributária, aprovada por 53 a 24 votos. As senadoras Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos) deram seus votos contra a proposta, naufragando com as demais embarcadas na furada canoa bolsonarista, que tentou dinamitar a reforma simplesmente por considerá-la um projeto do presidente Lula.

Dos três votos, o que causou maior estranheza e incontida indignação foi o de Tereza Cristina. Trad já havia antecipado sua posição e foi coerente. Soraya, já rompida com Jair Bolsonaro (PL), foi contra e conscientemente assumiu o risco do desgaste que vai sofrer. Mas a senadora do PP deixou suas digitais no bloco que atendeu a um capricho político do ex-presidente, que pressionou seus seguidores a boicotar a proposta para derrotar Lula.

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Tereza Cristina fez jus à condição de representante do mais arcaico e decrépito conservadorismo. Bateu de frente com uma reivindicação que há mais de 30 anos mobiliza a sociedade e os poderes estaduais e municipais, maltratados em suas economias pela sobrecarga tributária. Até mesmo uma considerável parcela de bolsonaristas, conservadores e parlamentares da direita entenderam a realidade e colocaram o interesse popular acima dos interesses políticos.

Chamada de “dama do agro” pelos ruralistas ou “senhora veneno” pelos ambientalistas, Tereza Cristina fez do seu voto uma deprimente e patética contradição. Durante todo o período de elaboração da proposta, ela se manifestava a favor, com elogios e emendas, dizendo-se empenhada em contribuir para aperfeiçoar o texto, todavia, na quarta-feira, dia da votação, a Tereza Cristina que compareceu ao plenário do Senado para votar a reforma era outra, depois de escantear o que havia feito pela proposta para atender um desejo de Bolsonaro.

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