Comissão avaliza indicações do governo para autarquias e fundações

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O governador Romeu Zema formalizou, em mensagens encaminhadas à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), indicações de gestores, que já atuavam como designados, para a chefia de autarquias e fundações. Nesta quarta-feira (29/11/23), foram sabatinados os indicados para o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-MG), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) e a Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais (Utramig).

As indicações receberam pareceres favoráveis da comissão especial criada para analisá-las e agoram já podem ser votadas no Plenário.

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As más condições da malha rodoviária estadual, a maior do País, pautaram os questionamentos ao diretor-geral do DER, Rodrigo Tavares. A deputada Maria Clara Marra (PSDB) citou dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) os quais apontam que seriam necessários R$ 16 bilhões de investimentos apenas para resgatar as condições de trafegabilidade nas estradas mineiras.

Os deputados Gil Pereira (PSD), Ricardo Campos (PT), Antonio Carlos Arantes (PL), Zé Guilherme (PP) e Bosco (Cidadania) também cobraram um olhar especial a trechos rodoviários em todo o Estado.

O indicado admitiu que a situação das rodovias está longe da ideal, mas destacou que foram investidos, somente neste ano, R$ 1,6 bilhão, valor que deve ser aumentado para o exercício de 2024.

Segundo ele, esse montante representa mais de cinco vezes a média de recursos destinados à recuperação e manutenção das estradas na última década. Rodrigo Tavares afirmou que 22% da malha estava em situação ruim ou péssima quando Romeu Zema assumiu o governo e que a meta é finalizar o mandato com esse índice na casa dos 10%.

O gestor ainda informou que o DER conta hoje com um diagnóstico de toda a malha, relacionado às condições estruturais, ao volume de tráfego e aos indicadores sociais do seu entorno. Esse trabalho auxilia o Executivo a priorizar investimentos, outro tema abordado pelos parlamentares.

De acordo com o diretor-geral da autarquia, já foi concluída a recuperação de 1,4 mil km, outros 1,5 mil km estão em obra e 600 km são objeto de licitações. Ele chamou a atenção, no entanto, para a necessidade de criação de uma espécie de banco de projetos, para acelerar as intervenções necessárias sempre que houver recursos.

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Idene investe em ações para segurança hídrica

Carlos Alexandre Silva, indicado ao Idene, instituto que trabalha pelo desenvolvimento econômico e social das regiões Norte e Nordeste do Estado, foi perguntado sobre a manutenção de programas em curso para o fornecimento de leite e a segurança hídrica nesses territórios.

Antonio Carlos Arantes defendeu que a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento precisam andar juntos, ao abordar a limitação para construção de barragens e estruturas afins para a reserva de água. Na mesma linha, Gil Pereira pediu informações sobre o Projeto Jequitaí, que consiste na implantação de duas barragens no rio de mesmo nome.

O diretor-geral do Idene relatou que foram doados para prefeituras e consórcios municipais mais de 20 escavadeiras hidráulicas, utilizadas na construção de barragens e barraginhas. Além disso, em 2022, foram atendidas 80 mil famílias, com a perfuração de poços artesianos e a entrega de caixas d’água e de sistemas de abastecimento.

Sobre o Projeto Jequitaí, Carlos Alexandre disse que o governo avançou no processo de desapropriação na área das barrragens e que, em 1º de março do ano que vem, deve ser realizado o leilão de concessão do empreendimento.

Outro assunto levantado pelos parlamentares foi o Programa Leite de Minas, que visa retomar a distribuição do alimento para famílias em situação de vulnerabilidade social. O gestor explicou que o programa deve chegar a 18 mil famílias e mais de 900 produtores rurais, que recebem aproximadamente o dobro pelo leite do valor praticado no mercado. A maior dificuldade para a expansão do programa, argumentou, é o número de laticínios habilitados para fornecer o leite nessas regiões.

IMA comemora liberação de vacinação contra febre aftosa

Antônio Carlos de Moraes, indicado para a diretoria-geral do IMA, destacou, na sua sabatina, o fim da vacinação obrigatória contra a febre aftosa no rebanho do Estado, um reconhecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento das condições sanitárias mineiras e da estrutura da autarquia para fazer esse controle, no seu entender.

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Segundo ele, a medida trouxe uma economia de R$ 700 milhões para os produtores, que também ganham mercado com a qualidade sanitária do rebanho atestada. O próximo passo, informou, é o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacina, em 2025, o que vai abrir ainda mais as portas para o comércio dos produtos mineiros.

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Os deputados Bosco, Antonio Carlos Arantes e Gil Pereira criticaram, contudo, a legislação sanitária do Estado, que consideram defasada e punitivista. Eles lembraram as dificuldades burocráticas enfrentadas por produtores, que acabam por inviabilizar empreendimentos.

Antônio Carlos disse que estão sendo revistas as fiscalizações móveis, com o investimento em drones e em um novo sistema de inteligência que vão direcionar e uniformizar a atuação do órgão.

Utramig aposta em parcerias estratégicas

A Utramig é referência no ensino profissionalizante no Estado. Nesse sentido, Paulo Henrique Nascimento, indicado para a presidência da fundação, ressaltou parcerias estratégicas firmadas com 14 municípios para entender as demandas de qualificação locais.

O deputado Luizinho (PT) reivindicou, no entanto, uma formação mais centrada em valores, na construção de cidadãos, do que puramente técnica, “formando soldados para o chão de fábrica”.

O presidente Paulo Henrique respondeu que a Utramig está focada no desenvolvimento de habilidades e competências socioemocionais dos alunos, com o auxílio de uma equipe multidisplinar.

Já Ricardo Campos, Gil Pereira e Maria Clara Marra demandaram a capilarização e interiorização dos cursos, para que estejam presentes em todas as regiões. “Os cursos não chegam nem a 2% das cidades do Estado”, comentou Ricardo Campos.

Encerrando sua sabatina, o indicado disse que, para o ano que vem, estão previstas mais de 1,2 mil vagas em cursos técnicos e de qualificação e que o orçamento para todas as atividades da Utramig será de R$ 3,2 milhões.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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