lado oposto

Virada polêmica: Capitão Contar troca denúncias por aliança política

publicidade

Seis anos após cobrar investigações rigorosas sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a pandemia, o ex-deputado estadual Capitão Contar agora aparece em lado oposto ao que defendia. O político, que em 2020 acionou órgãos de controle para apurar irregularidades no chamado “Escândalo das Cestas Básicas”, hoje integra alianças com o mesmo grupo que anteriormente era alvo de suas denúncias.

À época, Contar adotou um discurso firme de combate à corrupção, solicitando o envolvimento de instituições como Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Procuradoria-Geral da República. Ele questionava contratos firmados durante a gestão do então governador Reinaldo Azambuja, apontando indícios de superfaturamento na compra emergencial de cestas básicas destinadas a famílias vulneráveis.

A denúncia indicava que o governo estadual teria pago R$ 97 por unidade, enquanto o valor de mercado girava em torno de R$ 61,62  um sobrepreço estimado em R$ 2,3 milhões. O caso ganhou repercussão após surgirem evidências de fraude no processo de contratação, incluindo propostas supostamente forjadas por empresas ligadas entre si, com documentos produzidos no mesmo computador e até erros idênticos de digitação.

Leia Também:  “Sócio” de empresa ré por corrupção doou R$ 100 mil para campanha de marido de Adriane

Apesar do tom incisivo adotado no passado, o cenário político mudou. Em 2026, Contar agora filiado ao PL  aparece como aliado do grupo político ligado a Azambuja, em uma articulação que chama atenção nos bastidores. A aproximação ocorre em meio a movimentações financeiras relevantes, como contratos firmados por diretórios partidários com empresas de comunicação no Estado.

Enquanto isso, o caso segue avançando na Justiça. Em decisão recente, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan manteve o bloqueio de bens das empresas investigadas e rejeitou tentativas de encerrar o processo. A ação civil pública, movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, entra agora na fase de produção de provas, incluindo perícias e oitivas de testemunhas.

O magistrado destacou que o objetivo é apurar possíveis atos lesivos à administração pública, especialmente no que diz respeito à fraude em licitação. Assim, enquanto o cenário político revela reconfigurações e alianças inesperadas, o Judiciário mantém o foco na responsabilização dos envolvidos.

O contraste entre o discurso passado e a atuação presente de Capitão Contar evidencia como o tempo e as articulações políticas podem redesenhar posicionamentos  mas não necessariamente apagar os registros de denúncias que ainda seguem sob análise judicial.

Leia Também:  PL dispõe sobre negativa de matrícula de alunos com deficiência em instituições privadas

Com informações site Investiga MS

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide