Mato Grosso do Sul

ALMS fecha o exercício, mas deixa abertas suas graves feridas

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Poder enfraquece com presidente réu por corrupção e deputados acusados de fomentar a contravenção

 

A Operação Sucessione deflagrada terça-feira, 5, por meio de uma força-tarefa reunida pelo Ministério Publico Estadual (MPE) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), foi a sequência de uma escalada de protagonismos negativos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Outros deputados também já deram motivos às autoridades para intervenções policiais semelhantes, entre os quais o atual presidente do poder, o deputado estadual Gerson Claro (PP).

Entre os 10 alvos da mais recente a ação policial que cumpriu 10 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em Campo Grande e Ponta Porã, está o deputado estadual bolsonarista Neno Razuk (PL), acusado de fazer parte do esquema que dispouta o controle do jogo do bicho no Estado. Ele não foi preso, mas sua casa é um dos endereços na lista dos mandados. Nela foram apreendidos dois aparelhos celulares, uma pistola e um tablet.

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Não foi esta a primeira vez que a Alems passou das editorias de política para as manchetes policiais. Em outras ocasiões, o vínculo entre parlamentares e o jogo do bicho também ficou exposto. Nas legislaturas de 1987 a 1995, a Casa teve entre os seus titulares o deputado Roberto Razuk, assumidamente um operador do jogo do bicho e pai de Neno Razuk.

Com seis mandatos de deputado e quatro gestões na presidência, Jerson Domingos também ofereceu farto material sobre as ligações entre política e contravenção. Embora não tenha sido condenado, Domingos não conseguiu esconder que tinha envolvimento direto com o principal controlador do jogo em Mato Grosso do Sul, o cunhado, Jamil Name, casado com sua irmã.

Domingos tornou-se conselheiro do Tribunal de Contas e hoje é o presidente da Corte, enquanto o cunhado Jamil Name, após ser preso com um de seus filhos sob a acusação de liderar a organização envolvida em assassinatos, formação de milícia e outros crimes, morreu na prisão, infectado pelo coronavírus, aos 82 anos, em junho de 2021. Quando a prisão de Name foi anunciada, a investigação policial revelou o que todo o Estado já sabia: ele era um dos chefões da contravenção, assim como o ex-deputado Roberto Razuk.

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SEM VERNIZ – A prisão de assessores e a garimpagem policial de celulares, armas e tablets de uso pessoal de um deputado desabaram sobre a Alems e sua história – um estrago que assumiu maior proporção com o despacho do Judiciário que fere gravemente o mandato de maior poder dentro deste poder, o do seu presidente, Gerson Claro (PP). Ele

 

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