desvio de R$ 46 milhões

Julgamento de milionário pelo desvio de R$ 46 milhões começa em dezembro

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O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de  Campo Grande, marcou para começar no dia 6 de dezembro deste ano o início do julgamento do empresário Rodolfo Pinheiro Holsback e do médico Marcelo Henrique de Mello pelo desvio de R$ 46 milhões da saúde estadual. O julgamento só será concluído no dia 22 de agosto de 2025 com o interrogatório dos réus, conforme despacho publicado nesta quarta-feira (9) no Diário Oficial da Justiça.

Conforme a denúncia do promotor Humberto Lapa Ferri, para a empresa Health Brasil Inteligência em Saúde (nova denominação da HBR Medical Equipamentos Hospitalares) ganhar a licitação, o empresário e o então sócio, Roberto de Barros Lavarda (falecido) pagaram propina de R$ 240 mil para Mello.

Por meio do contrato para locação de máquinas de Raio-X e tomografia para a Secretaria Estadual de Saúde, entre 6 de novembro de 2015 e 5 de novembro de 2011, eles teriam desviado R$ 46,050 milhões dos cofres públicos.

O juiz Roberto Ferreira Filho aceitou a denúncia contra Holsback, que vai a julgamento pelos crimes de corrupção ativa, peculato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele chegou a ter R$ 46 milhões bloqueados pela Justiça, mas o tribunal aceitou substituir o sequestro por uma fazenda.

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O julgamento

Conforme o despacho do magistrado, publicado ontem, mas de 20 de junho deste ano, a audiência vai começar no dia 6 de dezembro, a partir das 13h30, com o depoimento das testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Estadual. O primeiro a ser ouvido será o ex-secretário estadual de Saúde, Nelson Barbosa Tavares, o primeiro a comandar a pasta na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Juiz Roberto Ferreira Filho determinou que o julgamento será por videoconferência (Foto: Arquivo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda estão previstos os depoimentos da servidora da Secretaria de Saúde, Natasha Pereira Gonçalves, e o auditor da CGU (Controladoria-Geral da União), Henrique Weber de Lima. Também vão ser ouvidos na condição de informante, o auditor da CGU, Luiz Henrique Gomes da Silva de Rezende, e Nilson Rocha de Moraes Júnior.

O magistrado marcou as audiências ainda para os dias 16 de maio, 26 de junho e 17 de julho de 2025 para ouvir as testemunhas de acusação e da defesa de Marcelo Henrique de Mello e de Rodolfo Pinheiro Holsback. Os réus vão ser interrogados no dia 22 de agosto de 2025, também a partir das 13h30.

Hospital Municipal

Apesar do escândalo envolvendo a Health Brasil Inteligência em Saúde, que ainda é ré pelo desvio de R$ 2,028 milhões no SAMU e foi denunciada pelo desvio de R$ 36,9 milhões na Operação Turn Off, ela foi a única habilitada pela Prefeitura Municipal de Campo Grande para construir o Hospital Municipal.

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A outra empresa foi desclassificada, apesar de ter apresentado o menor valor, e apenas a Health Brasil continua na disputa e com o valor máximo previsto no edital de licitação, de cobrar R$ 5,142 milhões por mês pela locação do hospital para a prefeitura.

A prefeita Adriane Lopes (PP) aposta no complexo hospitalar, que pode render R$ 1,2 bilhão ao grupo por 20 anos, como principal vitrine da campanha pela reeleição. No entanto, a prefeitura omite o nome da empresa e se limite a dizer que a licitação está na fase de análise dos documentos.

Rodolfo Pinheiro Holsback, que vai a julgamento a partir de dezembro nesta ação pelo desvio de R$ 46 milhões, doou R$ 100 mil para a campanha do deputado estadual Lídio Lopes (sem partido), marido de Adriane, na campanha pela reeleição em 2018, conforme informações da Justiça Eleitoral.

Hospital Municipal deve ser construído pela Health Brasil, ré por desvios na saúde (Foto: Arquivo)

Recursos

Para tentar adiar o julgamento, Rodolfo Pinheiro Holsback recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e aguarda a análise do pedido de liminar para trancar a ação penal.

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