PONTA DO ICBERG

Defesa de Claudinho leva ‘fecho’ em nova negativa para tirá-lo da prisão: ‘não sou obrigado’

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Defesa de Claudinho tentou rediscutir negativa de Habeas Corpus

A defesa do ex-vereador Claudinho Serra, apontado como líder do esquema de corrupção na prefeitura de Sidrolândia, levou um ‘fecho’ do desembargador José Ale Ahmad Netto após nova tentativa de tirá-lo da prisão.

Assim, ao entrar com Embargos de Declaração para tentar rever o julgamento de Habeas Corpus, o advogado Tiago Bunning tentava uma nova resposta judicial ao pedido de liberdade.

Entretanto, o relator, José Ahmad, diz que o documento tentava apenas rediscutir argumentos já analisados na decisão anterior. Com isso, ele nega os Embargos de Declaração.

“Outrossim, o julgador não está obrigado a rebater cada um dos argumentos desenvolvidos pelas partes ao proferir decisão nos autos, bastando que, pela motivação apresentada, seja possível aferir as razões pelas quais acolheu ou rejeitou as pretensões resistidas, exatamente como se deu na hipótese em análise”, contrapõe o desembargador.

Claudinho está há dois meses preso

 

No começo de agosto, Claudinho Serra completou dois meses preso — batendo seu recorde, que antes era de 23 dias, na primeira prisão, durante a 3ª fase da Tromper. Ele acabou preso novamente após o Gaeco deflagrar a 4ª fase da Operação Tromper, que investiga esquema de corrupção chefiado pelo político, quando ele atuou como secretário de Finanças em Sidrolândia.

Ele, seu assessor, Carmo Name Júnior, e o empreiteiro Cleiton Nonato Correia (GC Obras) também acabaram presos no dia 5 de junho, na 4ª fase. Assim, nesta nova etapa das investigações, eles e outras 11 pessoas já se tornaram réus por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Além deles, o empresário que controlava empresas de fachada para vencer licitações no esquema, Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, também segue preso. Porém, ele está atrás das grades desde outubro do ano passado. Nesse tempo, chegou a ser condenado a 3 anos e meio de reclusão por obstrução da Justiça, por esconder em um bunker celular para evitar a apreensão pelo Gaeco.

Operação Tromper

Com as primeiras fases, a investigação identificou a organização criminosa voltada para fraudes em licitações e contratos administrativos com a Prefeitura de Sidrolândia.

O MPMS aponta na denúncia que o grupo criminoso agia para fraudar e direcionar licitações em Sidrolândia, favorecendo-se.

Com isso, desviava valores desses contratos para os investigados. Claudinho, então secretário de Fazenda do município, seria mentor e teria cooptado outros servidores. Assim, o ex-vereador e outros dois alvos de mandados de prisão acabaram presos.

A 4ª fase da operação mirou mais de 20 pessoas ligadas à administração pública. A ação da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu três mandados de prisão e 29 de busca e apreensão.

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Aliás, a nova investida das autoridades contra o esquema de corrupção chefiado por Serra atingiu diretamente o núcleo familiar do político. Além disso, o pai, Cláudio Jordão de Almeida Serra, e a esposa de Claudinho, Mariana Camilo de Almeida Serra — filha da ex-prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo —, foram indiciados.

Servidores e empresários condenados a 111 anos

Pouco mais de dois anos após o início das investigações da Tromper, sete réus, entre servidores e empresários, tiveram a condenação proferida. As penas somam mais de 111 anos de prisão.

Conforme as sentenças aplicadas pelo juiz Bruce Henrique, o empresário Ueverton da Silva Macedo, o Frescura, foi o réu punido com maior condenação. Assim, ele terá de cumprir 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão.

Na sequência, o também empresário Ricardo José Rocamora Alves, sentenciado a 28 anos, três meses e 20 dias de prisão.

  • Roberto da Conceição Valençuela, outro empresário, foi condenado a 11 anos e 6 meses de prisão;
  • O empresário Odinei Romero de Oliveira, foi sentenciado a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão;
  • Everton Luiz de Souza Luscero, também empresário, a 15 anos e 9 meses de prisão;
  • O servidor público Flávio Trajano Aquino dos Santos, a 8 anos e 4 meses de prisão;
  • César Augusto dos Santos Bertoldo, servidor público, a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão;

JORNAL MIDIAMAX

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