A política é fazer e ter poder, jogo de circunstancias, mas também pode se tornar traiçoeira, ingrata e até irracional, quando um membro do partido se destaca até nacionalmente, mas preterida, colocada de lado ou até, direta ou indiretamente, descartada. O ‘santo de casa que não faz milagre’, passou a ser a atual tônica da Sul-mato-grossense Simone Tebet, com a cúpula do seu MDB em Mato Grosso do Sul. E ela já foi liderança e ou participe de maiores cargos do cenário político estadual.
Simone, ex-senadora por MS, em último cargo eletivo, atual ministra do Planejamento e Orçamento do governo federal, em terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela é destaque nacional, por ter sido candidata a Presidência em 2022, mas hoje, é a 2ª ministra mais popular de Lula, mas que vem sendo preterida pela cúpula do MDB-MS, tendo que recorrer a falas e futuras pretensões, a direção nacional.
A situação não é oficial, mas Simone está vetada pela cúpula regional do MDB, sendo um dos cargos maiores do partido e a 2ª integrante do primeiro escalão de Lula mais popular. Ela só fica atrás da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e supera o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e medalhões do PT, conforme pesquisa da CB Consultoria Opinión Pública, da Argentina, realizada entre os dias 18 e 22 de agosto.
De acordo com o levantamento, Simone tem imagem positiva para 44,1% dos eleitores e negativa para 49,6%. Ela só perde para Marina, avaliada positivamente por 47,5% e negativamente por 45,6%.
Superando outros ‘grandes’
A sul-mato-grossense supera o ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (43,8%), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (43,3%), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski (40,9%), da secretaria de Governo, Gleisi Hoffman (34,8%) e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (32,5%), entre outros.
Apesar da imagem positiva em nível nacional, Simone enfrenta resistências dos caciques regionais do MDB, como os deputados estaduais Júnior Mochi, Renato Câmara e Márcio Fernandes, e o ex-governador André Puccinelli.
O clima no MDB-MS é de distanciamento em relação à ministra e filiada histórica do partido, Simone Tebet. Lideranças da sigla no Estado têm afirmado publicamente que Simone perdeu força interna desde que passou a integrar o governo Lula e que as eleições de 2026, com candidatura ao Senado ou mesmo uma eventual candidatura a vice-presidente ao lado do presidente, a sigla não pretende caminhar com ele e o PT.
O revés estadual de Simone, foi ampliado em outubro de 2022, quando ela por si só declarou apoio e participou da campanha para eleição de Lula ante que o MDB liberou filiados e muitos já eram e confirmaram posição para Jair Bolsonaro, então presidente e adversário de Lula. Bem como, o MDB do lado Sul do Brasil, virou a vertente a mais de centro-direita.
De sete anos a hoje
A questão também vem de outra eleição, lá em 2018, desde quando alguns emedebistas guardam mágoas da ex-senadora, como é o caso de Puccinelli. O ex-governador não perdoa a ministra por ter se recusado a disputar o Governo do Estado em 2018, quando ele foi preso na Operação Lama Asfáltica e abriu mão da disputa. Na ocasião, Simone alegou razões particulares.
E atualmente, Simone, tem se colocado ao lado de Lula, petista e da centro-esquerda na defesa enfática do Governo Lula, bem como de fato e atos defendendo a Democracia e Estado Democrático de Direito ante acontecimento em contrário do pós eleição 2022 e o culme da tentativa de golpe em janeiro de 2023.
Assim, deputados estaduais do MDB, tem avaliação unânime, de que a aliança com o governo federal tornou Tebet distante da base tradicional do partido no Estado ante ter sido historicamente adversário do PT em Mato Grosso do Sul. O MDB local já sinaliza que não pedirá votos para Simone e Lula em 2026 e que pretende reforçar a sua posição como oposição no Estado
Números da pesquisa
Para o ranking de presidentes, a consultoria argentina entrevistou 11.522 pessoas de 18 anos ou mais em Brasil, Colômbia, Argentina, Peru, Venezuela, Chile, Equador, Bolívia, Paraguai e Equador.
A média é de 1.037 a 1.578 entrevistados por país com uma margem de erro de até três pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados pela internet entre 18 e 22 de agosto.
No Brasil, foram 1.578 entrevistas, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.






















