Em meio a investigações, empreiteiro Cleiton Nonato Correia, da GC Obras, vence licitação da Agesul para pavimentação e drenagem em Rio Verde de Mato Grosso (MS), após prisão relacionada à Operação Tromper.
Mesmo sob prisão preventiva, o empresário Cleiton Nonato Correia, da GC Obras de Pavimentação Asfáltica (CNPJ 16.907.526/0001-90), teve o contrato de R$ 15.896.438,88 com a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) homologado para executar obras de pavimentação asfáltica e drenagem em Rio Verde de Mato Grosso. A celebração do contrato ocorreu após a licitação, cujo resultado foi publicado no Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul.
Correia foi preso no dia 5 de junho pela operação Tromper, comandada pelo Gaeco, juntamente com Claudinho Serra (PSDB) e Carmo Name Júnior, no âmbito de apurações sobre desvios em contratos no município de Sidrolândia, a cerca de 70 km de Campo Grande. Durante mandados na sede da GC Obras, em 2023, investigadores apreenderam cadernos de anotações com menções ao assessor da presidência da Sanesul, Sérgio de Paula, que já foi presidente do PSDB em MS. Claudinho Serra é apontado como líder do esquema pelo Gaeco; ele também atuou como chefe de gabinete de Sérgio de Paula na Casa Civil do Governo de MS. Sérgio de Paula não figura como investigado na Tromper.
Um dos cadernos apreendidos apresenta menção ao valor “500.000,00” em relação a um nome que pode corresponder a um vereador. Outra página cita Sérgio de Paula em relação a obras em Aquidauana e Sidrolândia e respectivos valores. A defesa de Sérgio de Paula negou as acusações por meio de nota, colocando-se à disposição para esclarecer.
Cotado para conselheiro do TCE-MS
Sérgio de Paula tem sido citado como um dos nomes cotados para ocupar uma vaga de conselheiro do TCE-MS, com a aposentadoria do conselheiro Jerson Domingos prevista para novembro próximo. A nomeação depende de authorizações e apreciação dos órgãos competentes.
A apuração das autoridades deverá esclarecer as relações entre os contratos celebrados, as investigações em curso e as possíveis implicações para a licitação da Agesul. Entidades e moradores locais aguardam desdobramentos que possam esclarecer a legitimidade do processo licitatório e a eventual influência política envolvida.
Esta matéria pode ser complementada com posicionamentos oficiais da Agesul, do Gaeco, de Sérgio de Paula e de demais envolvidos, bem como com entrevistas com especialistas em direito público e infraestrutura para ampliar o contexto.
























