Dinheiro Público

Prefeitura de Três Lagoas vai gastar R$ 3,2 milhões sem licitação na compra de livros de inglês

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A Prefeitura de Três Lagoas autorizou a contratação sem licitação para aquisição de livros didáticos de língua inglesa destinados à Rede Municipal de Ensino. O valor total do contrato chama atenção: R$ 3.277.283,40.

A autorização foi publicada no Diário Oficial dos Municípios por meio do Processo Digital nº 2745/2026, vinculado ao Processo Licitatório nº 037/2026, na modalidade de inexigibilidade de licitação. A contratação foi firmada com a empresa AURA Connect Comércio e Representações Ltda.

O documento é assinado pela secretária municipal de Educação e Cultura, Angela Maria de Brito.

Valor supera orçamento anual de pequenas áreas

O montante de mais de R$ 3,2 milhões também gerou repercussão nos bastidores políticos e entre servidores municipais, principalmente por se tratar de compra realizada sem processo competitivo aberto.

Pela legislação, a inexigibilidade exige comprovação técnica robusta demonstrando que apenas uma empresa teria capacidade de fornecer o material específico contratado. Caso contrário, a modalidade correta seria licitação convencional, permitindo concorrência entre fornecedores e eventual redução de custos aos cofres públicos.

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Empresa contratada deverá fornecer material para rede municipal

Segundo a publicação oficial, os livros serão destinados aos estudantes da Rede Municipal de Ensino de Três Lagoas. A empresa contratada, AURA Connect Comércio e Representações Ltda, ficará responsável pelo fornecimento do material didático de inglês.

Ainda não foram divulgadas informações detalhadas sobre a metodologia pedagógica adotada, duração do contrato, treinamento de professores ou eventual plataforma digital vinculada ao material.

Ministério Público e órgãos de controle podem analisar contratação

Contratações públicas de alto valor sem licitação frequentemente entram no radar de órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas, especialmente quando envolvem recursos da educação.

Juristas ouvidos pela reportagem afirmam que, em casos semelhantes, os órgãos de controle costumam avaliar:

  • a legalidade da inexigibilidade;
  • a comprovação de exclusividade do fornecedor;
  • a compatibilidade dos preços praticados;
  • e eventual direcionamento contratual.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Três Lagoas e da empresa contratada sobre os critérios utilizados na contratação e os detalhes técnicos do processo.

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