Corrupção

Justiça nega HC e empresário envolvido em suspeita de fraude em Itaporã continua preso

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Dos três presos da operação Fake Cloud, apenas ex-secretário de Corumbá está em liberdade

O empresário George Willian de Oliveira, envolvido em suspeita de fraude em Itaporã deflagrado pela Operação Fake Cloud, continuará preso, após ter HC (Habeas Corpus) negado pela Justiça.

A Operação Fake Cloud, do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), cumpriu três mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão no dia 23 de outubro de 2025, em Itaporã, Campo Grande e Corumbá.

Nesta ação foram presos os empresários Lucas Coutinho e George Willian de Oliveira e o ex-secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica de Corumbá, Nilson dos Santos Pedroso.

Nilson passou para o regime de prisão domiciliar no início de novembro. O TJMS também negou pedido de liberdade de Lucas.

Operação contra fraude de licitações para backup de dados em Itaporã

A investigação identificou um grupo que atuava fraudando, sistematicamente, processos de contratações públicas por dispensa de licitação, voltados ao fornecimento de licença de sistemas de backup de dados em armazenamento em nuvem para a Prefeitura de Itaporã, desde 2022.

Após negociações ilícitas dos empresários com agentes públicos, diversas licitações foram simuladas e direcionadas para beneficiar uma determinada empresa, por meio de propostas fictícias e exigências técnicas, a fim de impedir que outras empresas pudessem disputar.

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Os servidores forneciam informações privilegiadas aos empresários, para poder operacionalizar a fraude. Em troca, recebiam vantagens indevidas. O grupo é investigado por organização criminosa, fraude em contratações públicas, corrupção ativa e passiva.

“Fake Cloud”, termo que dá nome à operação, traduz-se da língua inglesa como “nuvem falsa” e faz alusão aos objetos dos contratos, o backup de dados em armazenamento em nuvem, o que não era fornecido ao ente público.

‘Mete cinquenta pau’: conversas revelam orçamentos fakes em fraude de licitação

A investigação do Gecoc apontou que o empresário Lucas de Andrade Coutinho é quem fazia a ponte entre o empresário George Willian de Oliveira e o então chefe de Compras da Prefeitura de Itaporã, Nilson dos Santos Pedroso.

Assim, após definir a fraude com Nilson, Lucas combinava com George os preços falsos para forjarem uma disputa, já que se tratava de licitação por dispensa, ou seja, em que a prefeitura apenas escolhe o menor orçamento dentre os valores apresentados.

Dessa forma, conversas de WhatsApp entre os empresários mostram como eles armaram a fraude.

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Primeiro, George enviava documento contendo toda a descrição que seria utilizada, posteriormente, pela prefeitura.

Depois, Lucas pedia que George arranjasse outras duas empresas para apresentarem propostas falsas. “Ai você põe o valor ai cara, é… mete cinquenta pau”.

E continuou, especificando quanto cada empresa vai propor: “Pede pro seu amigo mandar uns sessenta e três e quinhentos aqui, e eu vou manda uns cinquenta e oito pela Maiorca [empresa ligada a Lucas], ai você joga cinquenta mil. Põe cinquenta e dois mil e duzentos no seu, George”. E foi a proposta de R$ 52,2 mil de George a vencedora.

Grupo planejava fraudar contratos de tecnologia em mais quatro cidades

O empresário Lucas de Andrade Coutinho estaria planejando ampliar a atuação de seus “negócios” de fraudes em licitações para outras quatro cidades de Mato Grosso do Sul.

Os investigadores citaram que Nilson havia sido nomeado secretário em Corumbá e que o grupo havia iniciado tratativas acerca da implantação do esquema criminoso também em Corumbá, Aquidauana, Anastácio e Corguinho.

JORNAL MIDIAMAX

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