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Documentos e computadores apreendidos na Spotless vão para Secretaria Judiciária

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Prefeito de Terenos foi preso na operação

Os documentos e computadores apreendidos na Operação Spotless serão encaminhados para a Secretaria Judiciária do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O desembargador Jairo Roberto de Quadros, relator do processo, assina a autorização.

Conforme o magistrado, a entrega das apreensões são para custódia e disponibilização dos elementos e meios de provas. Assim, a documentação original será entregue em mãos ao diretor da Secretaria Judiciária, para acondicionamento e manutenção em arquivo.

Já os dispositivos computacionais apreendidos vão para a Coordenadoria do Depósito de Armas e Objetos do TJMS. Comunicação interna deverá definir agendamento prévio com o Ministério Público “para recebimento dos objetos que ficarão custodiados, com posterior juntada dos termos e/ou certidões inerentes aos atos praticados”.

Por fim, o desembargador determina cópias idênticas das mídias digitais de armazenamento com extrações forenses e dados telemáticos colhidos na investigação. Os documentos devem ter ao menos um backup no MP (Ministério Público).

Três meses da Spotlees

A Prefeitura de Terenos foi alvo de devassa do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) em setembro de 2025.

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Foram 16 mandados de prisão, além de 59 mandados de busca e apreensão em Terenos, Campo Grande e Santa Fé do Sul (SP).

O vice-prefeito de Terenos, Arlindo Landolfi (Republicanos), assumiu há 3 meses a Prefeitura de Terenos após a prisão e o consequente pedido de afastamento do prefeito Henrique Wancura Budke (PSDB), na Operação Spotless, deflagrada em 9 de setembro.

Ao Jornal Midiamax, o vice  que ocupou o cargo três dias após a prisão de Budke  afirma que a prefeitura tem trabalhado com “possibilidades reais”. O Executivo Municipal tem R$ 9,6 milhões em contratos investigados por fraude.

Conforme mostrou a investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o grupo de empresários agia em conluio para direcionar as licitações da Prefeitura de Terenos. Assim, uma empresa levava o certame enquanto os demais participavam sem a intenção de vencer — apenas para dar ares de legalidade à competição.

Veja a lista parcial de presos:

  1. Henrique Wancura Budke, prefeito de Terenos;
  2. Arnaldo Santiago, empresário;
  3. Eduardo Schoier, empresário;
  4. Fábio André Hoffmeister Ramires, policial militar e empresário;
  5. Fernando Seiji Alves Kurose, empresário;
  6. Genilton da Silva Moreira, empresário;
  7. Hander Luiz Corrêa Chaves, empresário;
  8. Nadia Mendonça Lopes, empresária;
  9. Orlei Figueiredo Lopes, empresário;
  10. Sandro José Bortoloto, empresário;
  11. Sansão Inácio Rezende, empresário;
  12. Valdecir Batista Alves, empresário.
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JORNAL MIDIAMAX

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