A gestão do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, tem sido alvo de questionamentos por parte de deputados da Assembleia Legislativa diante de denúncias sobre falta de transparência na administração da entidade. Parlamentares cobram esclarecimentos sobre o uso de recursos e defendem maior abertura das informações financeiras da federação.
Entre os principais pontos levantados estão dúvidas sobre o volume de arrecadação da Fiems e a forma como os recursos são aplicados. Deputados também apontam a necessidade de esclarecer gastos com contratações de empresas, uso de cartão corporativo, despesas administrativas e viagens realizadas em aeronaves.
A discussão ganhou força após operações policiais e investigações que envolvem o nome do presidente da entidade, levantando questionamentos sobre a gestão financeira da federação e seus vínculos institucionais.
Questionamento sobre contratação
Outro ponto que gerou polêmica foi a tentativa do site Pauta Diária de obter informações sobre a possível contratação da esposa de Sérgio Longen como diretora de Saúde e Segurança do Trabalho no SESI-MS e no Centro de Inovação do SESI, ligado ao Sistema de Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
De acordo com o portal, foi enviada uma solicitação formal de esclarecimentos à Fiems. Em resposta, a entidade informou apenas que “A ALTA GESTÃO NÃO VAI RESPONDER” ao questionamento.
A postura foi interpretada por críticos como mais um exemplo da falta de transparência na condução administrativa da federação.
Possível CPI
Diante das suspeitas e da repercussão do caso, deputados estaduais discutem a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos e a gestão da Fiems.
A deputada estadual Gleice Jane informou que solicitou um estudo técnico para embasar o pedido de abertura da CPI, que precisa do apoio de pelo menos oito parlamentares para ser protocolado na Assembleia Legislativa.
Já o deputado Zeca do PT afirmou que também pretende encaminhar o caso ao Ministério Público Federal. Segundo ele, há suspeitas sobre a aplicação de recursos federais por entidades como a Fiems, o Sebrae-MS e a Famasul.
As instituições ainda não comentaram publicamente as declarações feitas pelos parlamentares.
Debate sobre transparência
O episódio reacende o debate sobre a necessidade de maior transparência na gestão de entidades que administram recursos provenientes do sistema industrial e de parcerias públicas. Parlamentares defendem que a divulgação detalhada de receitas, despesas e contratos é fundamental para garantir controle social e evitar suspeitas sobre a aplicação dos recursos.
Enquanto isso, o tema segue em discussão no meio político de Mato Grosso do Sul e pode avançar para investigações formais nas próximas semanas.



















