decisão do Senado

“O Senado preferiu o Messias da morte”, diz Fábio Trad e cobra ‘vergonha na cara’ do irmão Nelsinho

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A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reação do ex-deputado federal e pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Fábio Trad, que fez um discurso maduro contra a decisão do Senado.

Em manifestação pública nas suas redes sociais na noite desta 4ª feira (29.abr.26), Fábio afirmou em vídeo, que o episódio expõe não apenas divergências políticas, mas, segundo ele, um padrão histórico de escolhas equivocadas por parte dos que detêm o poder. “2.000 anos depois, nada mudou. O Senado brasileiro com dois Messias à sua frente”, disse.

Na sequência, comparou, respectivamente, os perfis de Jair Bolsonaro (ex-presidente genocida, golpista, condenado e preso) e Jorge Messias (um homem de ficha limpa, bem formado): “Um, riu de 700.000 mortes, jogou vacina fora [durante a pandemia de Covid-19], planejou golpe, assinou papel de golpe, abraçou fuzil, atacou urna, traiu a Constituição. O outro Messias [o Jorge] estudou a vida inteira, passou em concurso, construiu com mérito, é um evangélico de fé, não de marketing eleitoral, limpo de ficha, limpo de alma”.

Para o ex-parlamentar, a decisão dos senadores repetiu um erro histórico: “E a maioria do Senado fez exatamente o que a multidão fez há 2.000 anos […] soltou Barrabás e crucificou o justo, o Messias da vida”. Ele ainda acrescentou: “Nunca é surpresa, porque quem tem o poder sempre preferiu o Messias da morte”.

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As críticas atingem diretamente integrantes da bancada sul-mato-grossense. Trad não citou, mas sua crítica serve para seu irmão, o senador Nelsinho Trad, e a senadora Tereza Cristina, ambos contrários à indicação. Fábio disse que esses senadores “têm que tomar vergonha na cara”.

Na avaliação de Fábio Trad, o posicionamento contrário ao nome de Jorge Messias teve motivação política, e não focou na personalidade importante para o Brasil, bem formada que é Jorge Messias.

Ao final, o ex-deputado afirmou que o episódio não ficará sem consequências. “A diferença é que desta vez a história está sendo gravada, nome por nome, voto por voto”, declarou. E concluiu com um recado de viés eleitoral: “Em outubro não será Pilatos lavando as mãos, será o povo lavando a alma”.

REJEIÇÃO COM VIÉS POLÍTICO

Jorge Messias era o nome indicado pelo presidente Lula (PT) para assumir a vaga. Chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — por 16 votos a favor e 11 contrários — horas antes de ser apreciado no plenário. Para passar, Messias precisava obter 41 votos, mas teve apenas 34 favoráveis e 42 contrários.

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Messias foi o terceiro indicado de Lula neste mandato. Antes dele, o Planalto enviou ao Senado os nomes de Cristiano Zanin e Flávio Dino, que foram aprovados.

A rejeição à Messias se deu depois de uma tensão entre o Senado e o Executivo. Messias foi indicado pelo presidente Lula em 20 de novembro do ano passado, mas o governo não informou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a indicação. Apesar de não ser obrigatório, o gesto é considerado uma cordialidade na relação entre Legislativo e Executivo.

Isso gerou um desgaste com o presidente da Casa, que se mostrou incomodado por não ter sido comunicado. Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Entretanto, o próprio Pacheco defendia o nome de Jorge Jesus, isso, antes de o pessebista ser cotado para a vaga.

A vaga no STF está aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.

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