Eduardo Bolsonaro

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro recorre a Trump e pede novas sanções contra ministros

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Um dia após ser condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), que atualmente reside nos Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (17) um vídeo em inglês no qual pede apoio ao presidente norte-americano Donald Trump e solicita a retomada de sanções contra autoridades brasileiras.

Na gravação, Eduardo acusa integrantes do Judiciário brasileiro de promoverem ataques ao Estado Democrático de Direito e faz um apelo ao governo dos Estados Unidos para que volte a aplicar medidas restritivas contra ministros do Supremo.

“Eu peço ao presidente Donald Trump e ao governo americano que voltem a impor sanções contra essas figuras autoritárias que estão destruindo o Estado de Direito no Brasil”, afirmou.

A manifestação ocorre um dia após a Primeira Turma do STF condená-lo a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. Além da pena privativa de liberdade, o ex-parlamentar foi declarado inelegível por oito anos e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal.

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Os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que sustentou haver provas de que Eduardo Bolsonaro atuou junto a autoridades norte-americanas para incentivar medidas econômicas e diplomáticas contra o Brasil com o objetivo de pressionar o Judiciário e tentar impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

Segundo a acusação, a articulação envolveu a defesa do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, além do apoio a outras medidas adotadas pelo governo norte-americano, como a revogação de vistos de ministros do STF e integrantes do governo federal e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky.

Para a Procuradoria-Geral da República, as iniciativas tinham como finalidade constranger as autoridades responsáveis pelo julgamento do ex-presidente e interferir no andamento das ações relacionadas à trama golpista.

A defesa de Eduardo Bolsonaro ainda poderá recorrer da decisão.

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