Fim da escala 6×1 ganha força após manifestação em Brasília e avança no Senado

Foto: Kennedy Cruz/Brasil de Fato

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O Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1 levou manifestantes ao centro da capital federal, nesta terça-feira (30). O ato ocorreu em frente ao Conjunto Nacional e reuniu representantes de sindicatos, da CUT, da Federação dos Trabalhadores no Comércio (Fetracom), de outras centrais sindicais e lideranças políticas. Durante a manifestação, os participantes distribuíram materiais informativos e defenderam a aprovação da proposta, argumentando que a atual jornada compromete a saúde física e mental dos trabalhadores e reduz o tempo destinado ao convívio familiar, ao lazer e à qualificação profissional. 

A mobilização em Brasília fez parte de uma série de atos organizados em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal. O objetivo foi ampliar a pressão sobre o Congresso para acelerar a análise da proposta, que permanece no Senado desde sua aprovação pela Câmara dos Deputados. 

A pressão das ruas coincidiu com uma reunião realizada nesta quarta-feira (1º) entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e representantes das centrais sindicais. Segundo os participantes, Alcolumbre demonstrou disposição para dar andamento à discussão da PEC, embora o texto ainda precise passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação em plenário.  

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Os defensores da proposta afirmam que a redução da jornada poderá diminuir os índices de adoecimento relacionado ao trabalho, melhorar a produtividade e ampliar a geração de empregos. Também argumentam que a medida representa uma atualização das relações trabalhistas diante das transformações econômicas e tecnológicas das últimas décadas. 

Em sentido contrário, entidades empresariais alertam para possíveis impactos sobre os custos das empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços. Segundo essas organizações, a redução da jornada pode elevar despesas com mão de obra, pressionar preços e dificultar a adaptação de pequenos e médios negócios caso não haja aumento correspondente da produtividade. 

A PEC ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Senado. Caso os senadores promovam alterações no texto aprovado pela Câmara, a proposta retornará aos deputados para nova análise. Enquanto isso, as centrais sindicais prometem manter as mobilizações para pressionar o Congresso a votar a matéria ainda neste semestre.  

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