A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), responsável por garantir assistência jurídica gratuita à população de baixa renda, enfrenta uma grave crise causada pela precariedade da estrutura física e pela falta de defensores públicos.
O caso mais crítico é o do Núcleo de Assistência Jurídica (NAJ) de Santa Maria, que funciona no subsolo de um fórum e apresenta rachaduras, infiltrações, fumaça de veículos, problemas na rede elétrica e barulho constante. Outras unidades, como as do Recanto das Emas, Águas Claras, Custódia e o Nuclão, também enfrentam limitações de espaço e necessidade de reformas, além de utilizarem equipamentos antigos.
A instituição conta atualmente com 192 defensores para 240 cargos previstos, deixando parte das varas judiciais sem cobertura. A sobrecarga faz com que alguns profissionais cheguem a atuar em cerca de 70 processos por dia, comprometendo a qualidade do atendimento.
A população também sente os efeitos da crise. Reclamações sobre a instabilidade dos canais digitais e a necessidade de enfrentar filas presenciais são frequentes. Ao mesmo tempo, a demanda por ações na área da saúde aumentou cerca de 80%, principalmente para garantir vagas em UTI, medicamentos e cirurgias.
O defensor público-geral, Reinaldo Rossano, afirma que a reforma das unidades mais críticas é prioridade, mas destaca que as melhorias dependem de recursos orçamentários e da parceria com o Governo do Distrito Federal para ampliar e modernizar a estrutura da instituição.




















