“Sede de Aprender”

Crise sanitária na qualidade da água expõe descuidos do governo do DF nas escolas públicas

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Auditoria da campanha “Sede de Aprender” revela que quase metade das escolas fiscalizadas não tinha água potável, apesar de alertas feitos ao GDF desde 2023

A campanha “Sede de Aprender”, conduzida pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), revelou uma grave crise sanitária relacionada à qualidade da água em escolas públicas do DF. Auditorias realizadas em 17 unidades de ensino apontaram falhas estruturais que afetam diretamente mais de 11 mil estudantes, com ausência de água potável, problemas no abastecimento e condições sanitárias incompatíveis com o ambiente escolar.

Problema antigo, resposta insuficiente

O relatório do TCDF deixa claro que a situação não é nova. Em 2023, o Tribunal já havia alertado o Governo do Distrito Federal (GDF) sobre irregularidades semelhantes. Ainda assim, o novo levantamento mostra que apenas 32,6% das falhas identificadas anteriormente foram corrigidas, indicando uma resposta lenta e pouco eficaz por parte do governo.

Na prática, isso significa que problemas graves na qualidade da água seguem sem solução, mesmo após alertas técnicos formais.

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Água imprópria e infraestrutura degradada

Durante a fiscalização, 47% das escolas visitadas não dispunham de água potável no momento da inspeção. Em Planaltina, a Escola Classe Cooperbras teve a água classificada como imprópria para consumo, com relatos de alunos passando mal após ingeri-la. Em Ceilândia, a Escola Classe 59 apresentou banheiros inutilizáveis, infiltrações e deterioração estrutural severa, agravando os riscos sanitários.

Além disso, foram constatadas caixas d’água sem limpeza periódica, ausência de laudos de potabilidade e, em alguns casos, inexistência de tratamento de esgoto.

Responsabilidades diluídas não resolvem o problema

Em nota, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) afirmou acompanhar as auditorias e atribuiu à Caesb a responsabilidade pelo fornecimento de água, além de mencionar contratos de manutenção predial. No entanto, os achados do TCDF demonstram que a gestão pública falhou em garantir o básico, independentemente de qual órgão seja formalmente responsável.

Direito à educação passa pela água potável

Para o TCDF, a precariedade compromete a saúde e o processo de aprendizagem. Estudar em escolas sem água de qualidade viola direitos fundamentais e evidencia uma desconexão entre o discurso oficial do governo e a realidade vivida por alunos e professores.

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A crise na qualidade da água nas escolas do DF expõe não apenas falhas pontuais, mas uma negligência estrutural. Garantir água potável nas unidades de ensino é o mínimo esperado de uma gestão pública  e, até aqui, o Governo do Distrito Federal tem ficado aquém dessa obrigação.

 

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