Empreiteiras cobram indenização bilionária enquanto GDF estuda transferir sede para o antigo Centrad

Foto: Divulgação

publicidade

As empreiteiras responsáveis pela construção do antigo Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), atual CAD, travam uma disputa judicial bilionária contra o Governo do Distrito Federal (GDF) enquanto o Palácio do Buriti acelera os planos para instalar parte da administração pública no complexo. 

O consórcio formado por Odebrecht e Via Engenharia reivindica uma indenização que já supera R$ 1 bilhão, alegando que jamais recebeu pelos investimentos realizados na construção do empreendimento. Segundo as empresas, apesar da conclusão das obras, o contrato foi encerrado antes que houvesse qualquer contraprestação financeira por parte do governo. 

O impasse teve origem após a anulação unilateral da parceria público-privada (PPP) pelo GDF, em 2022. A administração distrital sustenta que o contrato apresentava graves irregularidades, incluindo indícios de conluio entre as empresas, inviabilidade econômica e problemas estruturais que inviabilizariam a ocupação do complexo. 

As construtoras, por outro lado, contestam a anulação e defendem que o encerramento do contrato deve ser tratado como uma rescisão, o que abriria caminho para o pagamento de uma indenização pelos investimentos realizados. Embora o pedido tenha sido rejeitado em primeira instância, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) autorizou que a discussão sobre os valores siga na Justiça. O caso agora aguarda análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Leia Também:  TCDF suspende licitação de R$ 101 milhões e investiga falhas no serviço de ambulâncias do Iges-DF

Enquanto a disputa segue sem definição, o GDF estuda transformar o antigo “elefante branco” na nova sede administrativa do governo. A governadora Celina Leão (PP) anunciou a intenção de ocupar cerca de 31% do complexo ainda em 2026, com a transferência do gabinete da governadoria e de diversas secretarias. 

Antes da mudança, porém, o governo precisará investir na recuperação do imóvel. Após mais de uma década sem uso, o complexo apresenta infiltrações, rachaduras, elevadores inoperantes e outros problemas decorrentes do abandono. 

O GDF afirma que a discussão judicial sobre eventual indenização às empreiteiras não impede a utilização do empreendimento, uma vez que o terreno pertence ao Distrito Federal. Já as empresas sustentam que têm direito ao ressarcimento pelos recursos empregados na construção, mantendo aberta uma disputa que pode gerar impacto bilionário aos cofres públicos.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide