Operação Carbono Oculto

Carbono Oculto’ aponta que em MS oito empresas estariam em uso no esquema bilionário do PCC no setor de combustível

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O balanço da Operação Carbono Oculto, deflagrada por força tarefa em oito Estados, incluindo Mato Grosso do Sul, liderada pela Receita Federal, na manhã desta quinta-feira (28), detalhou alguns dados e ratificou a grandiosidade de esquema pelo Brasil, que movimentou R$ 52 bilhões entre os últimos cinco anos. A ação tinha o uso de empresas e postos de gasolina pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) de São Paulo.

A ‘Carbono Oculto’, pode ser a maior ofensiva da história contra o uso de empresas pelo PCC, como oito MS – sete em Iguatemi e uma em Dourados – acusadas de integrar o esquema para sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e outras fraudes no setor de combustíveis, além de infiltração no sistema financeiro nacional. A investigação visa combater toda a organização criminosa responsável pelo esquema, já com cerca de 1.000 postos de combustíveis vinculados ao grupo paulista e quadrilha formada no setor.

“Trata-se da maior operação contra o crime organizado da história do País em termos de cooperação institucional e amplitude. Eles movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Uma Fintech atuava como banco paralelo da organização e movimentou sozinha R$ 46 bilhões não rastreáveis no período. Pelo menos 40 fundos de investimentos foram utilizados como estruturas de ocultação de patrimônio”, destacou o fisco’ federal em nota à imprensa.

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O Pauta Diária noticiou que MS e outros sete Estados tem Operação com 350 mandados contra setor de combustível que desviou, à principio, R$ 52 bilhões em impostos’. Pessoas físicas e jurídicas são acusadas em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, MS Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional também ingressou com ações judiciais cíveis de bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário.

Sofisticado esquema até sem rastreamento

“O objetivo da ação é desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Estão na mira da investigação vários elos da cadeia de combustíveis controlados pelo crime organizado, desde a importação, produção, distribuição e comercialização ao consumidor final até os elos finais de ocultação e blindagem do patrimônio, via fintechs e fundos de investimentos”, informou a Força Tarefa.

As investigações apontam que o sofisticado esquema engendrado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis.

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O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade.

Operações financeiras realizadas por meio de instituições de pagamento (fintechs), em vez de bancos tradicionais, dificultavam o rastreamento dos valores transacionados. Por fim, o lucro auferido e os recursos lavados do crime eram blindados em fundos de investimentos com diversas camadas de ocultação de forma a tentar impedir a identificação dos reais beneficiários.

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