Comissão visita Córrego do Cercadinho, Mata do Havaí e horta do Projeto Cemar 

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Avaliar as imediações do Córrego do Cercadinho, da horta do Projeto Cemar e da Mata do Havaí, no entorno dos bairros Estoril, Estrela Dalva e Havaí, na Região Oeste de Belo Horizonte, é o propósito da visita que a Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) fará ao local, nesta sexta-feira (12/4/24).

Solicitada pela deputada Beatriz Cerqueira (PT), a atividade será às 10 horas, tendo como ponto de encontro a Rua Nilo Antônio Gazire, 147, no Estoril. Um dos objetivos da vistoria é avaliar locais em que está prevista a construção de bacias de contenção de águas pluviais.

A importância do entorno a ser visitado, assim como a eficácia das bacias de contenção propostas, já havia sido pauta na Assembleia, em audiência pública realizada em outubro de 2023. Na ocasião, registrou-se que enchentes ocorridas no local seriam provocadas por problemas no planejamento das obras de drenagem, que poderiam ter efeito contrário ao desejado, causando problemas aos moradores, como deslizamentos e mais inundações.

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A região e as denúncias feitas na audiência preocupam a deputada Beatriz Cerqueira que, para garantir a integridade e preservação daquela área natural, apresentou o Projeto de Lei (PL) 2.144/24. A proposição visa reconhecer o relevante interesse ambiental e cultural da mata e do córrego visitados.

O texto do projeto registra que a Mata do Havaí, também conhecida como Mata da Represa, conta com 30 mil metros quadrados de rica biodiversidade e variedade de fauna e flora dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, além oito nascentes. A redação informa, ainda, que Córrego Cercadinho alimenta o Rio das Velhas, vital para o abastecimento da Região Metropolitana de BH.

A justificativa do PL também alerta que a escassez de áreas verdes na Capital, abaixo dos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), é um indicador da urgência de se preservar os recursos naturais da região, avaliados como “essenciais não apenas para a biodiversidade, mas também para o bem-estar comunitário e a sustentabilidade ambiental”.

Fonte: Assembleia Legislativa de MG

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