O deputado distrital Fábio Félix (PSOL) elevou o tom ao cobrar transparência nas apurações sobre o suposto rombo no Banco de Brasília (BRB) e defender a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar foi enfático: “Dinheiro não some, ainda mais dinheiro de banco público”. Para ele, é fundamental que haja uma investigação rigorosa para identificar responsabilidades e esclarecer à população do Distrito Federal o que, de fato, ocorreu na instituição financeira.
“Alguém meteu a mão no patrimônio do BRB e nós queremos saber quem foi”, declarou. O deputado também afirmou que a eventual autorização política para decisões que tenham causado prejuízo ao banco precisa ser apurada com profundidade. “A autorização para esse crime nós já sabemos quem deu, né? Por isso: fora Ibaneis, CPI já!”, disse no vídeo.
As declarações colocam no centro do debate o governador Ibaneis Rocha (MDB) e sua vice-governadora, Celina Leão, que é apontada como pré-candidata ao Governo do Distrito Federal nas próximas eleições. Segundo Fábio Félix, é imprescindível que qualquer possível envolvimento do alto escalão do governo seja investigado com total independência e transparência.
O parlamentar defende que o BRB, por ser um banco público e gerir recursos que impactam diretamente a economia local, deve prestar contas à sociedade de forma clara e detalhada. Para ele, a instalação de uma CPI é o instrumento adequado para garantir acesso a documentos, contratos, movimentações financeiras e decisões administrativas que possam ter contribuído para o alegado rombo.
“A população tem o direito de saber o que foi feito com o dinheiro público. Não podemos naturalizar prejuízos milionários sem explicação”, sustenta.
A cobrança por esclarecimentos ganha relevância em um momento pré-eleitoral no Distrito Federal, quando a gestão do banco e a condução política do governo passam a ser ainda mais observadas. Para Fábio Félix, a transparência não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso democrático com a sociedade.
Até o momento, o Governo do Distrito Federal e a direção do BRB não se manifestaram oficialmente sobre as declarações do deputado.
























