Dinheiro Público

Empresa vira alvo de investigação após cobrar e não entregar obras do Minha Casa, Minha Vida em MS

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Empresa cobrou valores antecipados da população de Amambai, mas não entregou as 85 unidades habitacionais

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou um inquérito civil para investigar a responsabilidade de uma empresa engenharia pela não execução do contrato de construção de 85 unidades habitacionais em um residencial em Amambai, município a 354 km de Campo Grande.

A construção das residências no ‘Residencial Analy’ seria no âmbito do programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”.

A medida do promotor de justiça André Luiz de Godoy Marques, da 2ª Promotoria de Justiça de Amambai, visa investigar os danos materiais e morais sofridos pelos moradores. A intenção é buscar medidas de reparação, incluindo eventual responsabilização subsidiária do município de Amambai.

A responsável pela obra é a Groen Engenharia e Meio Ambiente LTDA (17.444.459/0001-87), com sede em Campo Grande. A mesma empresa foi alvo de operação da Polícia Federal, em 2024, por suspeita de superfaturamento em contrato de R$ 23 milhões com a Prefeitura de Três Lagoas

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Amambai

No caso de Amambai, a investigação iniciou após ser constatado em notícia de fato que a empresa nunca iniciou a obra, para a qual foi selecionada por meio de chamamento público, em 2019. A Groen Engenharia e Meio Ambiente LTDA teria celebrado contratos particulares com os consumidores e cobrado valores antecipados, mesmo sem respaldo legal ou garantia de financiamento, antes da aprovação final do projeto pela Caixa Econômica Federal.

A população, a maioria em vulnerabilidade social, foi orientada pela Secretaria Municipal da Cidade a pagar parcelas mensais e liberar recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). De acordo com os autos, muitos não teriam recebido cópias dos contratos e não conseguiram informações satisfatórias com a empresa ou com o Município.

A empresa teria justificado o atraso com a pandemia e mudanças no programa habitacional. De acordo com o MPMS, a Prefeitura de Amambai teria rescindido unilateralmente o Termo de Seleção com a empresa em dezembro de 2024, após pareceres técnicos e jurídicos apontarem falhas graves, como a cobrança indevida de valores e a ausência de aprovação do projeto.

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O Executivo teria se comprometido a atender os consumidores prejudicados, incluindo a manutenção da oferta de terrenos em futuros programas habitacionais.

A promotoria deu um prazo de 15 dias para que a empresa, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal prestem esclarecimentos. Uma reunião com os envolvidos também foi convocada.

A ação também pede a apresentação de soluções para devolução dos valores pagos ou entrega das unidades habitacionais, além da possibilidade de celebração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

Midiamax solicitou uma nota para a empresa Groen Engenharia e Meio Ambiente LTDA e para a Prefeitura de Amambai sobre o assunto, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

JORNAL MIDIAMAX

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