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Feminicídio em Ribas do Rio Pardo escancara falhas da segurança pública e omissões do governo de MS

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O assassinato de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, morta a facadas pelo ex-marido na madrugada deste domingo (14), em Ribas do Rio Pardo, não é apenas mais um caso de violência doméstica. É o retrato de um sistema que falha repetidamente em proteger mulheres, mesmo diante de números alarmantes e de uma legislação que já completou uma década.

Aline foi atacada dentro de um contexto já conhecido pelas autoridades: violência doméstica e familiar. Socorrida com vida, não resistiu aos ferimentos. O autor, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. A prisão, embora necessária, ocorreu tarde demais para salvar mais uma vida.

Com este crime, Mato Grosso do Sul chega a 39 feminicídios em 2025, tornando este o terceiro ano mais violento desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015. Os dados escancaram uma realidade preocupante e colocam em xeque as políticas de prevenção adotadas pelo governo estadual, comandado por Eduardo Riedel (PP).

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Apesar dos discursos oficiais e de campanhas pontuais, os números mostram que as ações não têm sido suficientes para interromper o ciclo de violência. Falta estrutura, falta prevenção efetiva, faltam equipes especializadas em número adequado no interior do estado e, sobretudo, falta uma política integrada que funcione antes que a violência chegue ao desfecho mais extremo: a morte.

Especialistas apontam que muitos feminicídios são precedidos por ameaças, agressões e pedidos de ajuda que não recebem resposta rápida ou eficaz do poder público. Em cidades menores, como Ribas do Rio Pardo, a ausência de delegacias especializadas, casas de acolhimento e monitoramento rigoroso de agressores amplia a vulnerabilidade das vítimas.

O governo estadual tem responsabilidade direta na formulação e execução de políticas de segurança pública e proteção às mulheres. Quando os índices sobem ano após ano, não se trata de casos isolados, mas de um problema estrutural que exige mais do que notas de pesar e promessas genéricas.

Enquanto isso, mulheres continuam morrendo. Famílias seguem destruídas. E a sensação de insegurança se espalha, especialmente entre aquelas que vivem sob ameaça constante dentro de suas próprias casas.

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A morte de Aline Barreto da Silva não pode ser tratada apenas como estatística. É um alerta grave de que o Mato Grosso do Sul precisa rever urgentemente suas prioridades na área da segurança pública e da proteção às mulheres. O silêncio institucional também mata.

Se você sofre ou presencia violência doméstica, denuncie. A Central de Atendimento à Mulher  Disque 180 – funciona 24 horas por dia, gratuitamente e de forma anônima. Em situação de emergência, ligue 190. Violência não é um problema privado. É uma responsabilidade do Estado.

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