Corrupção

Gaeco opera em Terenos com 75 mandados prendendo prefeito por esquema criminoso com R$ 15 milhões arrecadados

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O Pauta Diária noticiou na manhã de hoje, que ‘Terenos tem prefeito preso em Operação com 15 mandados até fora de Mato Grosso do Sul’. Avaliamos que a ação denominada Spotless, já seria grande, mas com balanço do MPE-MS (Ministério Público Estadual), ficou ainda maior. Foram 75 mandados de prisão e buscas apreensões (veja abaixo lista), bem como, se divulgou um valor de R$ 15 milhões, já arrecadados por apontado esquema criminoso na prefeitura do município a 31 km de Campo Grande.

A ‘Spotless’, conforme balanço do MPE-MS, via Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por parte, cumpriu 16 mandados de prisão preventiva, incluindo o prefeito Henrique Wancura (PSDB), e mais 59 mandados de busca e apreensão, dentro do município, em Campo Grande, e fora de MS, na cidade de Santa Fé do Sul, interior de São Paulo.

A operação nesta terça-feira (9), veio de aprofundamento de investigações da Operação Velatus, em 13 de agosto 2024, onde então se apontou o envolvimento do tucano com o esquema comandado pelo ex-secretário municipal de Obras, Isaac Cardoso Bisneto, demitido na época e preso. O MPE já denunciou o ex-secretário e empresários pelo esquema de corrupção em Terenos.

Conforme apurações, é uma organização criminosa, que se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar as licitações públicas, direcionar os certames a beneficiar empresas participantes do esquema delituoso.

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“A organização criminosa se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema delituoso, mediante a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima, em contratos que, somente no último ano, ultrapassaram a casa dos R$ 15.milhões, diz parte da nota do Gaeco.

Pagamentos de Propina

Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

“Spotless”

A polícia extraiu provas de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema, nesta operação de hoje. Veja lista dos que tiveram mandados cumpridos:

 

Henrique Wancura Budke (Prefeito de Terenos)

Arnaldo Santiago (Empresário)

Cleberson Jose Chavoni Silva (Empresário)

Eduardo Schoier (Empresário)

Fábio André Hoffmeister Ramires (Empresário)

Fernando Seiji Alves Kurose (Empresário)

Genilton da Silva Moreira (Empresário)

Hander Luiz Correa Grote Chaves (Empresário)

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Isaac Cardoso Bisneto

Leandro Cícero Almeida de Brito

Nadia Mendoça Lopes (Empresária)

Orlei Figueiredo Lopes

Sandro José Bortoloto (Empresário)

Sansão Inácio Rezende (Empresário)

Tiago Lopes de Oliveira (Empresário)

Valdecir Batista Alves

Alexandre Oliveira Pinheiro (Empresário)

Arnaldo Godoy Cardoso Glagau (Empresário)

Celso Ricardo Gazola (Empresário)

Daniel Matias Queiroz (Empresário)

Edneia Rodrigues Vicente (Empresária)

Felipe Braga Martins (Empresário)

Fernanda Fidelis de Souza

Fernando Gomes Camargo (Empresário)

Jucélia Maria de Oliveira (Empresária)

Luziano dos Santos Neto (Empresário)

Maicon Bezerra Nonato (Secretário de Administração de Terenos)

Marcos do Nascimento Galitzki (Empresário)

Rinaldo Cordoba de Oliveira (Empresário)

Rogério Luís Ribeiro (Empresário)

Stenia Sousa da Silva (Empresária)

Vanuza Candida Jardim (Empresária)
O nome termo da operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.
Prefeito
Wancura foi reeleito em outubro do ano passado, mesmo logo após o escândalo na prefeitura, que então envolvia somente o secretario Bisneto, que foi demitido.
O prefeito que obteve 53,69% dos votos, agora aparece como líder do esquema, foi preso e deve virar réu para responder na Justiça.
Ele teve 5.885 votos, contra 3.738 da segunda colocada, Lucilha (PP) e 1.338 de Donizete Barraco (MDB). Lucio Borges – Pauta Diária

 

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