CAMPO GRANDE

Justiça manda Agepen resolver problema de esgoto de presídios lançado nas ruas do Jardim Noroeste

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Situação de dano ambiental está em discussão há mais de 15 anos

No fim de outubro, decisão da 5ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) manteve determinação para que o problema com o esgoto dos presídios no Jardim Noroeste seja sanado. O lançamento do esgoto nas proximidades do complexo penitenciário acarreta dano ambiental.

A decisão inicial é do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, datada de maio deste ano. O magistrado determinou multa diária de R$ 1 mil ao Governo do Estado, por meio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), em caso de não solução ao problema.

Conforme relatado no acórdão, a degradação ambiental é um problema que se desenrola desde 2006, sem solução definitiva “ou no mínimo satisfatória, o que reclama adoção de providências técnicas”.

O relator é o desembargador Alexandre Raslan. Na peça, é registrado que entre a instauração de procedimento administrativo e o ajuizamento da inicial foram quatro anos. Ainda assim, o problema não foi sanado.

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Apesar disso, houve constatação que o Governo do Estado, por meio da Agepen e Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), estava adotando as medidas necessárias.

Um pedido de licença ambiental do complexo penitenciário foi protocolizado pela Agesul em julho. A intenção é de que seja elaborado projeto de adequação do sistema de esgotamento sanitário do complexo.

Esse complexo penitenciário compreende o Instituto Penal de Campo Grande, Presídio de Trânsito, Presídio de Segurança Máxima, Centro de Triagem e Presídio Militar.

Neste ano, uma vistoria realizada na Máxima junto com a Águas Guariroba identificou manutenções necessárias na rede coletora de esgoto do presídio. O entendimento é de que as manutenções sanarão problema de extravasamento de esgoto na Rua Indianápolis.

Por fim, foi mantida a determinação, sob pena de aplicação de multa. O Midiamax acionou o Governo do Estado e a Agepen, sobre ações já tomadas para resolver o problema e aguarda retorno. O espaço fica aberto para manifestação.

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