A prefeita Adriane Lopes anunciou que a Morada dos Baís será reaberta em agosto de 2025, como parte das comemorações dos 126 anos de Campo Grande. No discurso oficial, o evento é tratado como uma “grande conquista” da gestão, com direito a revitalizações, mobiliário novo e acervo histórico recuperado.
Mas aqui está a verdade que a Prefeitura não quer que você saiba: a Morada dos Baís está pronta desde o ano passado, em 2024. O que a prefeita está vendendo como “entrega” nada mais é do que um jogo de marketing político barato, sustentado por mentiras e manipulação da opinião pública.
Em 19 de março de 2024, o Campo Grande News publicou reportagem baseada em declaração oficial da então secretária de Cultura, Mara Bethânia, confirmando que a Morada dos Baís estava praticamente concluída. Restavam pequenas manutenções e a reinstalação do acervo. A própria Prefeitura prometeu, à época, que o espaço seria reaberto em até 40 dias:
“Não há muitas manutenções a serem feitas. Nossa expectativa é reabrir em cerca de 40 dias.”
– Nota da Cultura Municipal no início de 2024
(Fonte: Campo Grande News)
Mais de 18 meses se passaram. O prédio continua fechado. Agora, Adriane Lopes tenta “inaugurar” algo que já estava pronto – uma farsa construída para arrancar aplausos em pleno calendário de aniversário.
O atraso não tem justificativa técnica. A verdade é que a Prefeitura de Campo Grande travou a entrega por pura incompetência. Licitações para aquisição e restauração de mobiliários históricos fracassaram. Houve desalinhamento e atrasos nas tratativas com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), responsável por autorizar intervenções, e falta de planejamento para resolver pendências básicas que poderiam ter sido solucionadas ainda em 2024. Nada disso é culpa da população. É falha da gestão Adriane Lopes, que escolheu priorizar o marketing eleitoral em detrimento do patrimônio histórico e cultural da cidade.
Em 2024, a SECTUR, então Secretaria Municipal de Cultura, era um órgão de primeiro escalão, com autonomia de gestão e decisões estratégicas. Em 2025, foi rebaixada para SECULT (Secretaria Executiva de Cultura) e subordinada à SEGOV (Secretaria de Governo). E quem assume o comando? Valdir Gomes, ex-vereador derrotado nas últimas eleições. A escolha escancara a verdadeira prioridade da prefeita: apadrinhamento político, não desenvolvimento cultural. Com a nomeação de aliados no lugar de técnicos, a gestão mergulhou em paralisia. Projetos estagnaram, prazos foram ignorados e a população paga o preço do desmonte da política cultural.
A narrativa de “grande entrega” também se sustenta por outro artifício: lotar os eventos com servidores públicos convocados. Enquanto os anúncios são promovidos com festa, discursos e fotos cuidadosamente planejadas para a mídia, a realidade é que a população não comparece. É uma gestão que governa para a câmera, não para a cidade. Tudo é feito para criar uma aparência de apoio popular onde, na prática, cresce a revolta e o descrédito.
A chamada “reabertura” da Morada dos Baís, em agosto de 2025, não passa de palanque político. O prédio está no mesmo estágio desde o início de 2024. O atraso foi deliberado. A Prefeitura preferiu reter a entrega para usá-la como vitrine na programação de aniversário da cidade, tentando convencer a população de que a gestão está trabalhando.
Campo Grande sabe a verdade: a obra estava pronta há mais de um ano. A cidade foi enganada com promessas falsas. O patrimônio histórico foi transformado em peça de campanha eleitoral. A Morada dos Baís deveria ser um símbolo de respeito à memória e à história de Campo Grande. Em vez disso, virou exemplo de manipulação política, descaso com a cultura e desrespeito à população.
A prefeita Adriane Lopes, com apoio de seus aliados, agora liderados pelo ex-vereador derrotado Valdir Gomes, prefere construir narrativas ao invés de entregar resultados reais. A gestão mente, omite e transforma o patrimônio da cidade em cenário para fotos e campanhas. Campo Grande merece mais do que marketing barato. Merece transparência, respeito e compromisso real com a cultura.





















