A morte repentina do cantor sertanejo João Carreiro completou dois anos neste sábado, 3 de janeiro, e a data reacendeu a dor da saudade para familiares, amigos e fãs do artista. Aos 41 anos, o músico faleceu após complicações durante uma cirurgia cardíaca realizada em Campo Grande (MS).
A viúva do cantor, Francine Caroline, usou as redes sociais para prestar uma homenagem comovente. Ao compartilhar uma foto do casal, ela desabafou sobre a dificuldade de lidar com a ausência do companheiro, especialmente no início de mais um ano sem ele.
“Dois anos que foi morar no céu, meu anjo. Começar os anos por aqui não é fácil… as lembranças gritam no peito, a saudade escorre nos olhos. Cuida de nós juntinho do papai do céu. Te amo eternamente, até o céu”, escreveu Francine.
Cirurgia e complicações
João Carreiro morreu no Hospital do Coração, em Campo Grande, durante um procedimento cirúrgico para a colocação de uma válvula cardíaca. De acordo com informações médicas divulgadas à época, a cirurgia durou cerca de 12 horas e a morte foi considerada uma fatalidade.
Segundo um cardiologista da unidade, o cantor entrou para a estatística de aproximadamente 3% dos pacientes que não resistem a cirurgias cardíacas. João tinha uma condição conhecida como prolapso da válvula mitral, popularmente chamada de “sopro no coração”.
O especialista Jandir Gomes explicou que o anel da válvula mitral do artista estava calcificado e apresentava degeneração avançada, possivelmente desenvolvida ao longo de muitos anos.
“Na maioria das pessoas, o prolapso é assintomático. No caso do João, tratava-se de uma doença estrutural do coração, com dilatação fora do comum”, esclareceu o médico.
Durante o procedimento, o cantor apresentou febre reumática, condição que compromete as válvulas cardíacas. Após horas de cirurgia, o coração entrou em falência e não conseguiu retomar os batimentos.
Legado na música sertaneja
João Carreiro marcou a música sertaneja, especialmente o sertanejo de raiz, com sua voz grave e repertório voltado à tradição do gênero. Mesmo após sua morte, o artista segue sendo lembrado pelo público e por colegas de profissão, que frequentemente destacam sua autenticidade e contribuição para a música brasileira.
Dois anos depois, a saudade permanece viva assim como o legado deixado pelo cantor.






















