O Pauta Diária já noticiou que mais uma vez o município de Sidrolândia, está sendo alvo de operação policial, com suas ‘autoridades’ acusadas de envolvimento em atos de corrupção e desvios de recursos públicos. Os últimos anos, veja histórico abaixo, foram de acusações, prisões, processos e condenação judiciais remetendo a administrações anteriores da Prefeitura e Câmara Municipal. Em 2024, com eleição, se trocou tudo ou quase tudo, pois apontados crimes trocaram de mãos.
Nesta terça-feira (18), a atual vice-prefeita, Cristina Fiuza (MDB), e, presentes secretário e vereadores são alvos de investigação por contrato de R$ 5,4 milhões no município a 70 km de Campo Grande. Todos os acusados, veja lista abaixo, teriam ‘ganho’ dinheiro público, fácil, rápido e diretas com transferências imediatas, via PIX.
A ação está acontecendo via MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que com denúncias e apurações preliminares, culminou hoje, na deflagração da Operação Dirty PIX, com o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). “Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Sidrolândia e Manaus (AM) para apurar crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro”, apontou em nota o MP.
Segundo o MPMS, a investigação identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos, destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. “O valor foi repassado pelo Estado de Mato Grosso de SUl ao Município de Sidrolândia para a compra de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave hospitalar”, diz o MP.
Pagou e não levou
Contudo, segundo a investigação já ocorrida, parte desse valor foi desviado pela Administração do Hospital, em conluio com a empresa fornecedora, que também pagou vantagens indevidas a vereadores do Município.
O Gecoc apontou que a empresa fornecedora realizou diversas transferências mediante PIX, diretamente ou por intermédio de terceiros, ao presidente do Hospital e aos vereadores envolvidos.
Veja lista de apontados envolvidos
Entre os alvos, a atual vice-prefeita, Cristina Fiuza, os vereadores Gabriel Auto Car, Clednaldo Cotocio, e Adailton Joarildo; ex-vereadores e Elieu Vaz.
Todos que são alvos:
- Cristina Fiúza (MDB), vice-prefeita de Sidrolândia
- Enelvo Felini Júnior, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
- Izaqueu Diniz, o Gabriel Autocar (PSD), vereador de Sidrolândia
- Cledinaldo Cotócio (PSDB), vereador
- Adavilton Brandão (MDB), vereador
- Elieu Vaz (PSDB), ex-vereador
- Jacob Meeuwis Breure, ex-presidente do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa
- José Ademir Gabardo (Republicanos), ex-vereador
- Júlia Carla Nascimento
- Júlio César Alves da Silva
- Comercial Gabardo (CNPJ 08.217.980/0001-90)
- Gabriel Auto Car (CNPJ 19.409.298/0001-16)
- Farma Medical Distribuidora de Medicamentos e Correlatos (CNPJ 40.273.753/0001-95)
- Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos (CNPJ 20.820.379/0001-93)
Nome operação
“Dirty Pix”, termo que dá nome à operação, traduz-se da língua inglesa como “pix sujo”, e faz alusão à natureza ilícita das transferências financeiras utilizadas para viabilizar o esquema.
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