Feira Central será Ponto de Cultura de Campo Grande com lançamento oficial nesta quarta-feira

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A direção da Feira Central de Campo Grande, anunciou que o tradicional espaço gastronômico e turístico da Capital, será também oficialmente um Ponto de Cultura. O reconhecimento foi concedido com apoio do Governo de Mato Grosso do Sul e do Ministério da Cultura, pela Lei Aldir Blanc, no âmbito do Programa Cultura Viva.  A mais conhecida como Feirona, apesar de uma atual elitização, é o ponto mais emblemático da cultura popular da cidade, que completou 100 anos em 2025. Veja abaixo, um resumo histórico do local, que era em plena rua no século passado e ganhou espaço atual, no Centro Histórico da Capital.

Para marcar a conquista e o início das atividades, nesta quarta-feira, (19), a Feira recebe show musical, receptivo cultural, oficina de artesanato e artes manuais, e, a gravação do primeiro episódio do podcast “Tô na Feira”, durante a inauguração do Estúdio Janela67.

A presidente da Associação da Feira Central, Cultural e Turística de MS, Alvira Appel, aponta que as ações do “Ponto de Cultura”, neste âmbito, terão 10 meses de duração ou funcionamento com programação diversa, se tornando local permanente da ‘Cultura Viva’ regional, do município e Estado.

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“Isto é, incluirá, em diferentes datas, oficinas de artesanato e artes manuais, culinária regional, gastronomia e musicalização infantil, ampliando o acesso da população à cultura e fortalecendo os saberes tradicionais da região. A certificação consolida a Feira como espaço de cultura viva, formação comunitária e preservação das tradições sul-mato-grossenses”, resumiu Alvira.

Oficial para mais

Fachada com prato símbolo, o Sobá

A presidente da Associação, lembra destacando que a oficialização ratifica e amplia o que já acontece, com maior ou menor demanda e programações durante o ano, promovidas pela entidade e algumas trazidas do Poder Público.

“O reconhecimento fortalece o trabalho realizado ao longo dos anos e amplia as possibilidades de participação da comunidade. Isto faz a Feira passar a integrar uma rede que valoriza o patrimônio imaterial e fomenta a economia criativa, levando mais ações ao local, não só promovida pela Associação, mas de outras”, aponta Alvira .

Programação

As inscrições para oficinas estão abertas e podem ser realizadas pelo WhatsApp (67) 99110-1234 e pelo e-mail [email protected].

As redes sociais oficiais da Feira também divulgarão permanentemente a programação do Ponto de Cultura, garantindo que o público acompanhe todas as atividades e oportunidades oferecidas ao longo do ano.

RESUMO HISTÓRICO

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A Feira Central de Campo Grande, mais conhecida como Feirona, é o ponto mais emblemático da cultura popular da cidade. Fundada por imigrantes japoneses em 1925 e adaptada com ingredientes e sotaques locais, a feira se transformou em um verdadeiro mosaico cultural.

No primeiro local, na  rua Abrão Julio Raher entre Pedro Celestino e José Antônio,  conviviam em harmonia o Okinawano-Campo-grandense Sobá com a mandioca frita, o tereré gelado com a pastelaria recheada de histórias e temperos. Dentre outros produtos da culinária regional e de comercialização de frutas, verduras e artefatos.

Porém o domínio era e continua sendo dos produtos de descendência japonesa, principalmente o Sobá, que até se torno Patrocino Histórico Imaterial de MS.

Mais do que um ponto turístico, em seus 100 anos de historia a Feira Central é um símbolo da convivência entre diferentes povos – indígenas, bolivianos, paraguaios, nordestinos, paulistas – que construíram juntos a Campo Grande que conhecemos hoje.

Além da gastronomia, shows e eventos culturais, o espaço abriga gerações de comerciantes e visitantes. “A ideia é eternizar esses momentos que marcam a vida das pessoas e fazem da Feira um símbolo vivo de Campo Grande”, afirma a organização.

Primeiro local da Feirona (Imagem: Divulgação/Feira Central de Campo Grande)

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